Os dias do Amor - um poema para cada dia do ano
LITERATURA - Lançamento
365 vozes que se erguem em 365 poemas de amor em todas as formas, em várias nacionalidades, um para cada dia do ano. Desde Shakespeare, Hölderlin, Edgar Allan Poe, entre outros, a poetas portugueses contemporâneos como Ramos Rosa, Vasco Graça-Moura, Sérgio Godinho, Alice Vieira, entre muitos outros, unidos para celebrar o Amor.
Com recolha, selecção e organização de Inês Ramos e prefácio de Henrique Manuel Bento Fialho, o livro (436 páginas) está à venda por 14,90 euros.
Com recolha, selecção e organização de Inês Ramos e prefácio de Henrique Manuel Bento Fialho, o livro (436 páginas) está à venda por 14,90 euros.
Um site onde a fotografia é fonte de paixão!
SUGESTÃO AVENTURADA
Mergulhe na beleza e sensibilidade de http://www.adrifil.net/ – um site onde a fotografia é fonte de paixão!
Na galeria de fotografias, os temas são diversos: animais, monumentos, paisagens… São instantes, situações e locais que os seus autores vão registando e partilhando.
Na galeria de fotografias, os temas são diversos: animais, monumentos, paisagens… São instantes, situações e locais que os seus autores vão registando e partilhando.
Lugar, ainda, para uma secção de “escritos”: textos sobre técnicas simples de fotografia que ajudam a melhorar o resultado final de uma foto.
E, por fim, um blog onde a dupla “adrifil” destaca as suas fotos mais recentes, disponibiliza notícias do mundo da fotografia, informações acerca de concursos, apresentação de novos equipamentos e, ainda, links para outros sites igualmente interessantes.
E, por fim, um blog onde a dupla “adrifil” destaca as suas fotos mais recentes, disponibiliza notícias do mundo da fotografia, informações acerca de concursos, apresentação de novos equipamentos e, ainda, links para outros sites igualmente interessantes.
Livraria Lello & Irmão
“O actual edifício foi inaugurado em 1906 mas o início da história desta livraria do Porto (Portugal), de estilo neogótico, remonta a 1869.
Em 2008 a Livraria Lello & Irmão foi considerada pelo jornal inglês ‘The Guardian’ a terceira mais bela do mundo.”
“O actual edifício foi inaugurado em 1906 mas o início da história desta livraria do Porto (Portugal), de estilo neogótico, remonta a 1869.
Em 2008 a Livraria Lello & Irmão foi considerada pelo jornal inglês ‘The Guardian’ a terceira mais bela do mundo.”
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Livraria Lello
Contos tradicionais para os mais jovens leitores
ANÁLISE LITERÁRIA - Infantil
Filosofia idêntica se aplica à colecção "Novos Ilustradores", onde contos tradicionais portugueses surgem recontados pelo jornalista e escritor José Viale Moutinho. Textos simples que asseguram uma fácil memorização das narrativas, juntam-se ao talento criativo de diferentes ilustradores. "A Sopa de Pedra" tem ilustrações de Inês de Oliveira e "O Moço de Cego" revela o traço de Nuno Fisteus. Editados pela Campo das Letras, estes dois exemplares estão à venda por 5,29 euros.
Segredo
PALAVRAS COM ALMA
Esta noite morri muitas vezes, à espera
de um sonho que viesse de repentee às escuras dançasse com a minha alma
enquanto fosses tu a conduzir
o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo,
toda a espiral das horas que se erguessem
no poço dos sentidos. Quem és tu,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento,
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro? O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome - essa última fala da última
estrela quase a morrer
pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
e o meu sangue à procura do teu coração.
Fernando Pinto do Amaral in Poesia Reunida 1990-2000 (Dom Quixote)
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Como investir o dinheiro em tempos de crise?
SUGESTÃO AVENTURADA

A editora Esfera dos Livros vai promover, no próximo dia 12 de Fevereiro (quinta-feira), a conferência “Como investir o dinheiro em tempos de crise”.
O orador principal é Aitor Zárate, autor dos livros “O que os ricos sabem e não contam” e “Mexe o teu dinheiro e enriquece em tempos de crise” (à venda a partir do próximo dia 5 de Fevereiro). Conhecido especialista em fiscalidade e formador da reputada ESIC - Escuela Superior de Ingenieros Comerciales, em Madrid, Zárate irá deixar alguns conselhos práticos sobre como investir o dinheiro em alturas difíceis.
A conferência terá lugar na sala de reuniões do Hotel Fénix (Praça Marques de Pombal - Lisboa). A entrada é livre (os interessados devem confirmar a sua presença enviando um e-mail para apoio@esferadoslivros.pt/).
Sete pequenas histórias com assinatura de António Torrado
ANÁLISE LITERÁRIA - Infantil
António Torrado não desperdiça palavras; os seus textos resultam de fácil digestão… Imagine-se uma refeição ligeira que nos satisfaz a gula!
O imaginário infantil mostra-se límpido, sem sinal de atrofia. São textos para leitores de tenra idade, mas com um conteúdo que refuta expressões demasiado redundantes ou temáticas estupidificantes. Não encerra segredos nem excelência, mas, inquestionavelmente, destila simplicidade.
A ASA publicou a primeira edição de "A Nuvem e o Caracol" em 1979. Trinta anos depois, este título sobrevive sem desgaste.
Para além da história que dá nome ao livro, os restantes portos de abrigo são: "A corneta faladora", "Os homens não entendem a fala dos cães", "Aqui há palhaços", "A ciganinha e o jerico", "O segredo dos búzios" e "Os ursinhos cor de canela". Objectos, animais, pessoas, assumem o papel de protagonistas em relatos onde a imaginação corre sem freio.
Todas as histórias são ilustradas por Maria João Sá. Desenhos coloridos e de traço firme, que deixam transparecer uma desejável doçura.
Com 62 páginas e num formato A5, o livro está à venda por 8,50 euros.
O AUTOR
António Torrado nasceu em Lisboa (1939), mas tem raízes familiares na Beira Baixa. Poeta, ficcionista, dramaturgo, autor de obras de pedagogia e de investigação pediográfica, é por excelência um contador de histórias, estando muitos dos seus livros e contos traduzidos em várias línguas. A sua bibliografia regista mais de 120 títulos, onde sobressai a produção literária para crianças, contemplada com várias distinções.Foi jornalista, editor, professor, produtor principal e chefe do Departamento de Programas Infantis da RTP. Actualmente, é Coordenador do Curso Anual de Expressão Poética e Narrativa no Centro de Arte Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian. É o professor responsável pela disciplina de Escrita Dramatúrgica na Escola Superior de Teatro e Cinema. É dramaturgo residente na companhia de teatro Comuna em Lisboa.
Segundo o crítico e investigador José António Gomes: Torrado impôs-se como uma das figuras de maior relevo da nossa literatura do pós-25 de Abril e dificilmente se encontrará hoje um autor que, de forma tão equilibrada, saiba dosear em livro o humor, a crítica e os sinais de um profundo conhecimento do imaginário infantil.
Ubi Veritas
ALGUMA INSPIRAÇÃO
Num conto presenteescrito no passado
desponta a essência do futuro
tecida por paixões musicais
que reverberam na respiração
amadurecida pelo desejo
Salomé Castro in Ubi Veritas
Disquisição na insônia
PALAVRAS COM ALMA
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
Que é loucura: ser cavaleiro andante ou segui-lo como escudeiro?De nós dois, quem o louco verdadeiro?
O que, acordado, sonha doidamente?
O que, mesmo vendado, vê o real e segue o sonho de um doido pelas bruxas embruxado?
Eis-me, talvez, o único maluco, e me sabendo tal, sem grão de siso, sou — que doideira — um louco de juízo.
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Poesia
Pequenas grandes sugestões de Natal
ANÁLISE LITERÁRIA - Infantil
“Ó Pai Natal, meu amiguinho, traz-me um mundo de amor”
“Nove Contos de Natal” - Campo das Letras (16,80 euros)
Cidália Fernandes conta "Nove Contos de Natal": “Meu Natal pequenininho”; “A discussão”; “A última carta”; “Dar e receber”; “A estrelinha”; “A rena preguiçosa”; “A melhor notícia”; “Um coração igual ao teu”; “O Natal do Artur”; “A fogueira de Natal”. As ilustrações são de Fedra Santos. Este livro inclui um CD de oferta, onde acrescem músicas de Aníbal José Magalhães.
Inserido na colecção Vamos Ler, este título adequa-se - pela linguagem empregue - aos pequenos leitores já com considerável capacidade de entendimento. “Ó Pai Natal, meu amiguinho/ Traz-me um mundo de amor/ Onde os sorrisos e os abraços/ Possam mitigar a dor” - é um dos versos que acompanha e enriquece a prosa que corre solta neste livro.
É verdade que os sonhos de Natal têm mais sabor
“Sonhos de Natal” – Gailivro (17,80 euros)"Sonhos de Natal" não é um doce típico de Natal. Neste caso, trata-se de um lindo (e também doce) livro. Da autoria de António Mota (e com ilustrações de Júlio Vanzeler), esta obra cativa ao primeiro olhar: quase amor à primeira vista. Ao folheá-la o leitor tem a certeza da intensidade desse contacto. A história passa-se num aldeia longínqua onde o Inverno chega mais cedo. Com a chegada das férias de Natal, Manuel e os outros meninos ficam ansiosos. Os preparativos para esta quadra festiva providenciam uma atmosfera harmoniosa. As crianças fazem os seus pedidos ao Menino Jesus. Mas, porque Natal é também tempo de boas surpresas, na noite em que se celebra o nascimento do menino Jesus, o pai de Manuel regressa do Brasil, onde estava emigrado.
Quando os brinquedos também gostam de brincar
“A Pequena Árvore de Natal” - Porto Editora (13,90 euros)
"A Pequena Árvore de Natal" é, inquestionavelmente, um livro de grande qualidade gráfica. Ilustrações em alto relevo (com assinatura de Susanna Ronchi) acompanham uma história carregada de magia, encanto e afectos. Trata-se de um álbum que a cada página desvenda personagens especiais.
"Perto do Pólo Norte, numa terra de gelo e neve, existe uma pequena quinta com uma oficina nas traseiras. É aí que o Pai Natal passa todo o ano a fabricar brinquedos que depois entrega na noite de Natal" - assim começa a história. A surpresa desta narrativa está no facto de, como por magia, os brinquedos nascidos por arte do Pai Natal ganharem vida. É verdade! E, assim, após ficarem prontos vão para o campo brincar até ser hora de subir para o trenó...
Era uma vez uma vaquinha muito solidária
“Certa noite num estábulo...” - Livros Horizonte (11,98 euros)
Numa das colinas de Belém há um estábulo onde uma velha vaquinha espera ansiosa pelo seu dono. Certa noite o vento sopra forte e a vaquinha decide abrigar todos os animais. Haverá ainda lugar no pequeno estábulo para um burro carregado que também vem pedir abrigo?
"Certa noite, num estábulo..." é uma história imbuída do espírito de Natal: solidariedade e ajuda ao próximo. A harmonia entre animais e humanos surge também retratada nesta história protagonizada por uma velha vaquinha e que termina com o louvor a um menino que nas palhas está deitado. Um texto terno, da autoria de Guido Visconti, acompanhado por ilustrações de Alessandra Cimatoribus.
Contos de Natal escritos por Charles Dickens
“Contos de Natal” - Guimarães Editores (14,90 euros)A obra de Charles Dickens permanece como uma referência obrigatória e plena de actualidade sobre a condição humana. "Contos de Natal" é um título que pode ser lido por maiores de oito anos, mas ideal para qualquer idade.
Este volume inclui quatro dos melhores contos de Dickens (tradução de João Costa): o clássico "Um Cântico de Natal", "As Receitas do Dr. Marigold", "Os Sete Caminhantes Pobres" e "As Vozes e os Sinos". Palavras que vincam a sua tese de que todos os humildes e sofredores deveriam ter o direito de alcançar o mínimo de conforto físico e moral. As ilustrações de início de capítulo são da autoria de Helena Simas.
Quem é afinal o senhor das barbas brancas?“O senhor das barbas brancas” - Everest Editora (4,75 euros)
Elsa Serra assina este título da colecção Montanha Encantada. "O senhor das barbas brancas" é uma história que explica aos mais pequenos quem é esse barbudo que, todos os anos, aparece por altura do Natal: onde vive, o que faz, quais os seus segredos mais bem guardados (sabiam que ele tem um baú de onde nascem, todos os anos, prendas para o mundo inteiro?)... enfim, um livro preso à descoberta - até mesmo pelo grafismo adoptado.
Concebido para crianças a partir dos cinco anos, este livro marca diferença pelo intencional desalinho do seu conteúdo. Letras que parecem querer atropelar-se ditam um discurso que vai ganhando coerência à medida que nos vamos aproximando do termo do livro. As ilustrações são de Richard Câmara.
Um Pai Natal triste, cansado e que não consegue sonhar
“Um beijo para o Pai Natal” - Edições Nova Gaia (7,98 euros)
O pequeno Max decidiu encontrar-se com o rei dos brinquedos e dar-lhe um grande abraço. Mas será que o rei dos brinquedos vem até sua casa? Max vai averiguar junto das decorações de Natal e descobre um homem muito, muito velhinho que está a tirar uma soneca no sofá da sua sala. Mas algo está errado? O velhote está triste, cansado e diz que não consegue sonhar. Nada o alegra. Mas, depois de variadíssimas tentativas falhadas e depois de muito pensar, Max descobre o que pode voltar a fazer sonhar o Rei dos Brinquedos... Certo é que acaba mesmo por merecer um beijo do Pai Natal. “Um beijo para o Pai Natal” foi escrito por Elisabeth Coudol. As coloridas ilustrações que dinamizam a história são de Nancy Pierret.
Histórias de tempos remotos que gostamos de guardar
“O Livro do Natal” - Edições ASA (11,50 euros)
A escritora Maria Alberta Menéres escreveu “O Livro do Natal”, onde faz um cruzamento de tempos bem remotos, tempos que sempre cuidamos que passem por nós, tempos que devagarinho vamos guardando reinventados para quem os quiser ler e descobrir. Neste bonito álbum, Maria Alberta Menéres, uma verdadeira especialista em histórias para crianças, leva-nos àqueles tempos que passámos aconchegados à lareira da memória.
“Nove Contos de Natal” - Campo das Letras (16,80 euros)
Cidália Fernandes conta "Nove Contos de Natal": “Meu Natal pequenininho”; “A discussão”; “A última carta”; “Dar e receber”; “A estrelinha”; “A rena preguiçosa”; “A melhor notícia”; “Um coração igual ao teu”; “O Natal do Artur”; “A fogueira de Natal”. As ilustrações são de Fedra Santos. Este livro inclui um CD de oferta, onde acrescem músicas de Aníbal José Magalhães.
Inserido na colecção Vamos Ler, este título adequa-se - pela linguagem empregue - aos pequenos leitores já com considerável capacidade de entendimento. “Ó Pai Natal, meu amiguinho/ Traz-me um mundo de amor/ Onde os sorrisos e os abraços/ Possam mitigar a dor” - é um dos versos que acompanha e enriquece a prosa que corre solta neste livro.
É verdade que os sonhos de Natal têm mais sabor
“Sonhos de Natal” – Gailivro (17,80 euros)"Sonhos de Natal" não é um doce típico de Natal. Neste caso, trata-se de um lindo (e também doce) livro. Da autoria de António Mota (e com ilustrações de Júlio Vanzeler), esta obra cativa ao primeiro olhar: quase amor à primeira vista. Ao folheá-la o leitor tem a certeza da intensidade desse contacto. A história passa-se num aldeia longínqua onde o Inverno chega mais cedo. Com a chegada das férias de Natal, Manuel e os outros meninos ficam ansiosos. Os preparativos para esta quadra festiva providenciam uma atmosfera harmoniosa. As crianças fazem os seus pedidos ao Menino Jesus. Mas, porque Natal é também tempo de boas surpresas, na noite em que se celebra o nascimento do menino Jesus, o pai de Manuel regressa do Brasil, onde estava emigrado.
Quando os brinquedos também gostam de brincar
“A Pequena Árvore de Natal” - Porto Editora (13,90 euros)
"A Pequena Árvore de Natal" é, inquestionavelmente, um livro de grande qualidade gráfica. Ilustrações em alto relevo (com assinatura de Susanna Ronchi) acompanham uma história carregada de magia, encanto e afectos. Trata-se de um álbum que a cada página desvenda personagens especiais.
"Perto do Pólo Norte, numa terra de gelo e neve, existe uma pequena quinta com uma oficina nas traseiras. É aí que o Pai Natal passa todo o ano a fabricar brinquedos que depois entrega na noite de Natal" - assim começa a história. A surpresa desta narrativa está no facto de, como por magia, os brinquedos nascidos por arte do Pai Natal ganharem vida. É verdade! E, assim, após ficarem prontos vão para o campo brincar até ser hora de subir para o trenó...
Era uma vez uma vaquinha muito solidária
“Certa noite num estábulo...” - Livros Horizonte (11,98 euros)
Numa das colinas de Belém há um estábulo onde uma velha vaquinha espera ansiosa pelo seu dono. Certa noite o vento sopra forte e a vaquinha decide abrigar todos os animais. Haverá ainda lugar no pequeno estábulo para um burro carregado que também vem pedir abrigo?
"Certa noite, num estábulo..." é uma história imbuída do espírito de Natal: solidariedade e ajuda ao próximo. A harmonia entre animais e humanos surge também retratada nesta história protagonizada por uma velha vaquinha e que termina com o louvor a um menino que nas palhas está deitado. Um texto terno, da autoria de Guido Visconti, acompanhado por ilustrações de Alessandra Cimatoribus.
Contos de Natal escritos por Charles Dickens
“Contos de Natal” - Guimarães Editores (14,90 euros)A obra de Charles Dickens permanece como uma referência obrigatória e plena de actualidade sobre a condição humana. "Contos de Natal" é um título que pode ser lido por maiores de oito anos, mas ideal para qualquer idade.
Este volume inclui quatro dos melhores contos de Dickens (tradução de João Costa): o clássico "Um Cântico de Natal", "As Receitas do Dr. Marigold", "Os Sete Caminhantes Pobres" e "As Vozes e os Sinos". Palavras que vincam a sua tese de que todos os humildes e sofredores deveriam ter o direito de alcançar o mínimo de conforto físico e moral. As ilustrações de início de capítulo são da autoria de Helena Simas.
Quem é afinal o senhor das barbas brancas?“O senhor das barbas brancas” - Everest Editora (4,75 euros)
Elsa Serra assina este título da colecção Montanha Encantada. "O senhor das barbas brancas" é uma história que explica aos mais pequenos quem é esse barbudo que, todos os anos, aparece por altura do Natal: onde vive, o que faz, quais os seus segredos mais bem guardados (sabiam que ele tem um baú de onde nascem, todos os anos, prendas para o mundo inteiro?)... enfim, um livro preso à descoberta - até mesmo pelo grafismo adoptado.
Concebido para crianças a partir dos cinco anos, este livro marca diferença pelo intencional desalinho do seu conteúdo. Letras que parecem querer atropelar-se ditam um discurso que vai ganhando coerência à medida que nos vamos aproximando do termo do livro. As ilustrações são de Richard Câmara.
Um Pai Natal triste, cansado e que não consegue sonhar
“Um beijo para o Pai Natal” - Edições Nova Gaia (7,98 euros)
O pequeno Max decidiu encontrar-se com o rei dos brinquedos e dar-lhe um grande abraço. Mas será que o rei dos brinquedos vem até sua casa? Max vai averiguar junto das decorações de Natal e descobre um homem muito, muito velhinho que está a tirar uma soneca no sofá da sua sala. Mas algo está errado? O velhote está triste, cansado e diz que não consegue sonhar. Nada o alegra. Mas, depois de variadíssimas tentativas falhadas e depois de muito pensar, Max descobre o que pode voltar a fazer sonhar o Rei dos Brinquedos... Certo é que acaba mesmo por merecer um beijo do Pai Natal. “Um beijo para o Pai Natal” foi escrito por Elisabeth Coudol. As coloridas ilustrações que dinamizam a história são de Nancy Pierret.
Histórias de tempos remotos que gostamos de guardar
“O Livro do Natal” - Edições ASA (11,50 euros)
A escritora Maria Alberta Menéres escreveu “O Livro do Natal”, onde faz um cruzamento de tempos bem remotos, tempos que sempre cuidamos que passem por nós, tempos que devagarinho vamos guardando reinventados para quem os quiser ler e descobrir. Neste bonito álbum, Maria Alberta Menéres, uma verdadeira especialista em histórias para crianças, leva-nos àqueles tempos que passámos aconchegados à lareira da memória.
Cegueira bendita
PALAVRAS COM ALMA
Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!
Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…
Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…
E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte!
Florbela Espanca (1894-1930)
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!
Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…
Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…
E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte!
Florbela Espanca (1894-1930)
"E você, já leu uma BD hoje?" - Um blog com muita BD!
SUGESTÃO AVENTURADA
A Banda Desenhada é uma arte mais antiga do que o cinema mas não conseguiu até hoje um reconhecimento global semelhante ao deste.
Tirando algumas excepções, como no Japão onde a sua divulgação é massificada mas é também uma leitura descartável, ou em França e na Bélgica onde anda a par com as outras formas de expressão artística, não fosse uma aparição ou outra nos media, quase sempre por associação a um filme, e a fidelização dos seus leitores, quase se podia dizer que a BD, como entidade própria, não existe.
A data “oficial” do seu nascimento é 1896. Foi em Fevereiro desse ano que “Yellow Kid”, publicado no jornal “New York World”, surgiu pela primeira vez com as características que passaram a definir uma BD tal como a conhecemos hoje: narração sequencial através de uma sucessão de quadros (ou quadrinhos); existência de uma personagem principal que se vai mantendo ao longo de uma série; texto inserido em balões que simbolizam a fala ou os pensamentos dos intervenientes da história.
Talvez porque durante muitas décadas esteve associada a temas um pouco infantis e humorísticos (daí o nome “comics” nos países de língua inglesa), os seus leitores são essencialmente crianças e jovens. E quando estes chegam a uma idade mais adulta param de lê-la, se calhar por quererem algo que vá para além dos Tio Patinhas e Super-Homens a que estavam habituados e não encontram alternativas com facilidade..
O objectivo deste blog é incentivar e (re)despertar o gosto pela leitura de BD naqueles que já o fizeram e entretanto desistiram, e também naqueles que nunca a levaram a sério para que vejam que boas histórias e narrativas existem sob várias formas, não tendo de haver uma escolha entre umas e outras. E ainda, claro, falar para os já convertidos apresentando-lhes e sugerindo-lhes algumas escolhas pessoais que talvez lhes tenham passado ao lado.
Se, por um lado, a BD não é um fenómeno de massas, por outro, quantidade e diversidade de obras não lhe faltam. Em papel há milhares de edições onde escolher (não estamos a falar de Portugal, obviamente) e online também não faltam opções.
E você, já leu uma BD hoje?
Tirando algumas excepções, como no Japão onde a sua divulgação é massificada mas é também uma leitura descartável, ou em França e na Bélgica onde anda a par com as outras formas de expressão artística, não fosse uma aparição ou outra nos media, quase sempre por associação a um filme, e a fidelização dos seus leitores, quase se podia dizer que a BD, como entidade própria, não existe.
A data “oficial” do seu nascimento é 1896. Foi em Fevereiro desse ano que “Yellow Kid”, publicado no jornal “New York World”, surgiu pela primeira vez com as características que passaram a definir uma BD tal como a conhecemos hoje: narração sequencial através de uma sucessão de quadros (ou quadrinhos); existência de uma personagem principal que se vai mantendo ao longo de uma série; texto inserido em balões que simbolizam a fala ou os pensamentos dos intervenientes da história.
Talvez porque durante muitas décadas esteve associada a temas um pouco infantis e humorísticos (daí o nome “comics” nos países de língua inglesa), os seus leitores são essencialmente crianças e jovens. E quando estes chegam a uma idade mais adulta param de lê-la, se calhar por quererem algo que vá para além dos Tio Patinhas e Super-Homens a que estavam habituados e não encontram alternativas com facilidade..
O objectivo deste blog é incentivar e (re)despertar o gosto pela leitura de BD naqueles que já o fizeram e entretanto desistiram, e também naqueles que nunca a levaram a sério para que vejam que boas histórias e narrativas existem sob várias formas, não tendo de haver uma escolha entre umas e outras. E ainda, claro, falar para os já convertidos apresentando-lhes e sugerindo-lhes algumas escolhas pessoais que talvez lhes tenham passado ao lado.
Se, por um lado, a BD não é um fenómeno de massas, por outro, quantidade e diversidade de obras não lhe faltam. Em papel há milhares de edições onde escolher (não estamos a falar de Portugal, obviamente) e online também não faltam opções.
E você, já leu uma BD hoje?
Mau gosto. Ou talvez não!
ANÁLISE LITERÁRIA - Infantil
O título "Amor... que nojo!" poderá despertar alguma repulsa. Ou, tão-somente, curiosidade. Será título que se apresente num livro de literatura infantil? Porque não? É ousado, divertido, apelativo e vai ao encontro de uma expressão típica dos mais pequenos. Pensemos naquelas crianças que face à ternura desmedida da avó, do tio, da madrinha... que as enchem de beijos repenicados, reagem, com peculiar naturalidade, limpando o rosto... isto quando não verbalizam: "Blhac!"Avancemos agora para um miolo de livro igualmente delicioso, embora com muito "Blhac" à mistura. A história versa a insatisfação de Samuel face a um universo meloso onde as manifestações de amor são uma constante. Farto de tanto amor, ele decide montar a sua bicicleta (metáfora para a imaginação) e fugir de tanto amor. Mas, o amor não escolhe apenas humanos... também animais e até extraterrestres... Não há como escapar ao amor! Nem no interior da selva ou nas profundezas do oceano, ele consegue escapar...
Porém, numa ilha deserta, Samuel vai livrar-se do amor... Ou talvez não! Algo a descobrir pelos pequenos e graúdos que mergulharem na leitura desta divertida e ternurenta história sobre a universal necessidade de Amor.
Pontos positivos também para a ilustração, onde fotografia e desenho se fundem com maestria.
"Amor... que nojo!", da autoria de Michael Catchpool e com ilustrações de Victoria Ball, tem a chancela das Edições Nova Gaia. Custa 11,90 euros.
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Victoria Ball
Campo de flores
PALAVRAS COM ALMA
Deus me deu um amor no tempo de madureza,
quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.
Deus - ou foi talvez o Diabo - deu-me este amor maduro,
e a um e outro agradeço, pois que tenho um amor.
Pois que tenho um amor, volto aos mitos pretéritos
e outros acrescento aos que amor já criou.
Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso
e talhado em penumbra sou e não sou, mas sou.
Mas sou cada vez mais, eu que não me sabia
e cansado de mim julgava que era o mundo
um vácuo atormentado, um sistema de erros.
Amanhecem de novo as antigas manhãs
que não vivi jamais, pois jamais me sorriram.
Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra
imensa e contraída como letra no muro
e só hoje presente.
Deus me deu um amor porque o mereci.
De tantos que já tive ou tiveram em mim,
o sumo se espremeu para fazer vinho
ou foi sangue, talvez, que se armou em coágulo.
E o tempo que levou uma rosa indecisa
a tirar sua cor dessas chamas extintas
era o tempo mais justo. Era tempo de terra.
Onde não há jardim, as flores nascem de um
secreto investimento em formas improváveis.
Hoje tenho um amor e me faço espaçoso
para arrecadar as alfaias de muitos
amantes desgovernados, no mundo, ou triunfantes,
e ao vê-los amorosos e transidos em torno,
o sagrado terror converto em jubilação.
Seu grão de angústia amor já me oferece
na mão esquerda. Enquanto a outra acaricia
os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura
e o mistério que além faz os seres preciosos
à visão extasiada.
Mas, porque me tocou um amor crepuscular,
há que amar diferente. De uma grave paciência
ladrilhar minhas mãos. E talvez a ironia
tenha dilacerado a melhor doação.
Há que amar e calar.
Para fora do tempo arrasto meus despojos
e estou vivo na luz que baixa e me confunde.
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
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Poesia
Semear “Sonhos na Palma da Mão” para colher liberdade
ANÁLISE LITERÁRIA - Infantil
“No sonho, a liberdade..." - é a porta de entrada deste livro. Uma porta sem fechadura, através da qual todos podem passar. Pequenos, graúdos. Na capacidade de sonhar mora a grandeza da vida. No sonho não há amarras, castrações, limites. No sonho, apenas a liberdade. É este o sentido que dá cor a esta obra de Luísa Dacosta.
"Estes 'Sonhos na Palma da Mão' pagam, de certa maneira, o encanto que me deram 'A Rapariga dos Fósforos', 'A Sereiazinha', 'O Patinho Feio', 'O Rouxinol' [Andersen]" – justifica a autora. E, porque encanto com encanto se paga, eis um livro doce, terno e impregnado de magia.
O ponto de partida para o sonho é aqui um pequeno pássaro, talvez um rouxinol... que "no seu ninho passou a chocar os sonhos da menina". É a imaginação dessa menina que lhe dá alma e juntos viajam; percorrem histórias possíveis (ou impossíveis); histórias vestidas por personagens sem nome.
A menina que a autora tomou como protagonista é, tão-somente, uma menina, uma criança como tantas outras que na palma da mão têm poisados sonhos, muitos sonhos.
Finaliza a autora: "Como o abrir e o fechar de um leque, assim se abriam e fechavam os sonhos da menina com aquele passarinho do quarto da avó - até que ela se cansou e abandonou ao mistério da sua grácil fragilidade...""Sonhos na Palma da Mão", editado pela ASA, integra a colecção "Obras Completas de Luísa Dacosta para a Infância". As ilustrações são de Cristina Valadas. Está à venda por 8 euros. É um livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 4º ano de escolaridade destinado a leitura orientada na sala de aula.
A AUTORA
“No sonho, a liberdade..." - é a porta de entrada deste livro. Uma porta sem fechadura, através da qual todos podem passar. Pequenos, graúdos. Na capacidade de sonhar mora a grandeza da vida. No sonho não há amarras, castrações, limites. No sonho, apenas a liberdade. É este o sentido que dá cor a esta obra de Luísa Dacosta."Estes 'Sonhos na Palma da Mão' pagam, de certa maneira, o encanto que me deram 'A Rapariga dos Fósforos', 'A Sereiazinha', 'O Patinho Feio', 'O Rouxinol' [Andersen]" – justifica a autora. E, porque encanto com encanto se paga, eis um livro doce, terno e impregnado de magia.
O ponto de partida para o sonho é aqui um pequeno pássaro, talvez um rouxinol... que "no seu ninho passou a chocar os sonhos da menina". É a imaginação dessa menina que lhe dá alma e juntos viajam; percorrem histórias possíveis (ou impossíveis); histórias vestidas por personagens sem nome.
A menina que a autora tomou como protagonista é, tão-somente, uma menina, uma criança como tantas outras que na palma da mão têm poisados sonhos, muitos sonhos.
Finaliza a autora: "Como o abrir e o fechar de um leque, assim se abriam e fechavam os sonhos da menina com aquele passarinho do quarto da avó - até que ela se cansou e abandonou ao mistério da sua grácil fragilidade...""Sonhos na Palma da Mão", editado pela ASA, integra a colecção "Obras Completas de Luísa Dacosta para a Infância". As ilustrações são de Cristina Valadas. Está à venda por 8 euros. É um livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 4º ano de escolaridade destinado a leitura orientada na sala de aula.A AUTORA
Ficcionista, cronista e poetisa com mais de duas dezenas de títulos publicados, Luísa Dacosta nasceu em 1927, em Vila Real, tendo-se formado na Faculdade de Letras de Lisboa, em Histórico-Filosóficas. Já distinguida pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People), que a escolheu como candidata portuguesa ao Prémio Han Christian Andersen - uma espécie de Nobel da literatura infantil.
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ALGUMA INSPIRAÇÃO
Na linguagem cifrada do ventodescubro uma metáfora amarelo sol
um estranho e onírico sopro
num feixe de arco-íris eterno
Espreitam olhos de maldade
escondem brinquedos de fingida simpatia,
mas as recordações filtram o passado
e servem o equilíbrio instável do presente
Linda boneca de tez rosada
deita-se no perfume do tempo
que constrói transparentes certezas
num mar urgente de cetim
Quero olhar a história
matar a vergonha consentida
e ver-te brincar na memória
retocada por desejos fortuitos
Ao olhar-te adormeço para a eternidade
e sorrio
Salomé Castro in Ubi Veritas
Meu tormento
PALAVRAS COM ALMA
Mais do que tu pensasEnlouquecendo de amor,
Uno a tua imagem às folhas densas.
Tudo passa neste mundo,
Oiço o som da saudade
Retorcendo lá pelo fundo.
Moro longe da felicidade,
Enamoro-me das tuas belezas,
Na dor eu vivo
Tudo para mim são incertezas,
O amor de um ser cativo.
Orlando Castro in Algemas da Minha Traição (1975)
Estou além
PALAVRAS COM ALMA
Não consigo dominarEste estado de ansiedadeA pressa de chegarP'ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujoSerá desta solidãoMas porque é que eu recusoQuem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurarA quem eu me quero darPorque até aqui eu só:Quero quem, quem eu nunca viPorque eu só quero quemQuem não conheciPorque eu só quero quemQuem eu nunca viPorque eu só quero quemQuem não conheciPorque eu só quero quemQuem eu nunca vi
Esta insatisfaçãoNão consigo compreenderSempre esta sensaçãoQue estou a perder
Tenho pressa de sairQuero sentir ao chegarVontade de partirP'ra outro lugar
Vou continuar a procurarA minha formaO meu lugarPorque até aqui eu só:Estou bem aonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vouPorque eu só estou bemAonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vouPorque eu só estou bemAonde não estouEstou bem aonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vouPorque eu só estou bemAonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vouPorque eu só estou bemAonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vouPorque eu só estou bemAonde não estouPorque eu só quero irAonde eu não vouPorque eu só estou bemAonde não estou
Não sei de que é que eu fujoSerá desta solidãoMas porque é que eu recusoQuem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurarA quem eu me quero darPorque até aqui eu só:Quero quem, quem eu nunca viPorque eu só quero quemQuem não conheciPorque eu só quero quemQuem eu nunca viPorque eu só quero quemQuem não conheciPorque eu só quero quemQuem eu nunca vi
Esta insatisfaçãoNão consigo compreenderSempre esta sensaçãoQue estou a perder
Tenho pressa de sairQuero sentir ao chegarVontade de partirP'ra outro lugar
Vou continuar a procurarA minha formaO meu lugarPorque até aqui eu só:Estou bem aonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vouPorque eu só estou bemAonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vouPorque eu só estou bemAonde não estouEstou bem aonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vouPorque eu só estou bemAonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vouPorque eu só estou bemAonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vouPorque eu só estou bemAonde não estouPorque eu só quero irAonde eu não vouPorque eu só estou bemAonde não estou
Acordar, Viver
PALAVRAS COM ALMA
Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Ninguém responde, a vida é pétrea.
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Ninguém responde, a vida é pétrea.
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
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Poesia
Edição fac-similada de Cadernos de Poesia
ANÁLISE LITERÁRIA - Poesia
Mais de meio século depois, a editora Campo das Letras recuperou estes "Cadernos de Poesia" numa reprodução fac-similada dirigida por Luís Adriano Carlos e Joana Matos Frias.
Esta edição (à venda por 14,46 euros) reproduz os exemplares pertencentes ao poeta Albano Martins, e integra três índices - um de autores, um de títulos e um geral - que visam facilitar a pesquisa por poetas e por poemas.
Integrada na colecção Obras Clássicas da Literatura Portuguesa Séc.XX, esta publicação conta com o apoio do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (Ministério da Cultura).
Nos três fascículos publicados em 1940 (de um total de 15 nas três séries) estão presentes poetas tão diversos como os pós-simbolistas e modernistas Luiz de Montalvor, João Cabral do Nascimento, João Osório de Castro, Armando Côrtes-Rodrigues e Fernando Pessoa, os presencistas Carlos Queiroz, Casais Monteiro, Campos de Figueiredo, António de Sousa, Alberto de Serpa, José Régio, Saúl Dias e António de Navarro, os neo-realistas João José Cochofel, Fernando Namora e Álvaro Feijó, além de Tomaz Kim, José Blanc de Portugal, Sophia de Mello Breyner Andresen, Ruy Cinatti e Jorge de Sena.
O facto de "Cadernos de Poesia" ter tido "fortes influências nos poetas da época" e "sobretudo nas gerações futuras" - além do inquestionável "interesse documental para o público do nosso tempo" -, justifica a aposta da Campo das Letras na reedição desta publicação (424 páginas).
Ubi Veritas
ALGUMA INSPIRAÇÃO
Vem meu amor
A tempestade voou para longe
Minha alma expande-se liricamente
por caminhos de algas
Entremos juntos na neblina
libertos de alma enferma
Vem meu amor
O sonho não é mais sentença de morte
Trombetas anunciam a liberdade
A ânsia corre em minha respiração
Quero beber o licor das estrelas
Voar em lençóis de espuma
Vem meu amor
Não temas o horizonte
nem espinhos de incerteza
Juntos vamos beijar o sol
Derreter imagens de prazer
Despir preconceitos cor de veneno
Vem meu amor
Quero mergulhar no teu corpo
Sentir o mel das tuas veias
Brindar ao fogo que nos mata
Gritar aos Deuses
que amamos sem freio
Vem meu amor
Vamos à procura de soluções poéticas
Salomé Castro in Ubi Veritas
A tempestade voou para longe
Minha alma expande-se liricamente
por caminhos de algas
Entremos juntos na neblina
libertos de alma enferma
Vem meu amor
O sonho não é mais sentença de morte
Trombetas anunciam a liberdade
A ânsia corre em minha respiração
Quero beber o licor das estrelas
Voar em lençóis de espuma
Vem meu amor
Não temas o horizonte
nem espinhos de incerteza
Juntos vamos beijar o sol
Derreter imagens de prazer
Despir preconceitos cor de veneno
Vem meu amor
Quero mergulhar no teu corpo
Sentir o mel das tuas veias
Brindar ao fogo que nos mata
Gritar aos Deuses
que amamos sem freio
Vem meu amor
Vamos à procura de soluções poéticas
Salomé Castro in Ubi Veritas
Sugestões para menores de 18!
ANÁLISE LITERÁRIA - Sugestões de leitura
DIFELAnjos em SarilhosAté há bem pouco tempo, Mel era uma adolescente como tantas outras. Agora é um anjo e... viaja no tempo. Nesta segunda aventura, a Agência envia Mel e os seus amigos, Lola e Reuben, para a Londres do século XVI. Nesta missão eles terão de proteger Cat, Nick e Chance, um trio de adolescentes problemáticos. Ao início, Mel e os amigos não percebem por que razão esses jovens são tão importantes para a Agência. Depois, subitamente, tudo se complica e os anjos ficam em sarilhos. Não há tempo para mais dúvidas, têm de agir e rápido... Da colecção Academia de Anjos, este livro (201 páginas) está à venda por 8 euros.
GRADIVA JÚNIOR
Quico Ricotta e o Robô Gigante...
Quico Ricotta é um rato pequenino, mas tem um amigo muito grande: um Robô Gigante voador! E, quando um patife extraterrestre chamado General Melga invade a Terra com um exército de melgas mutantes, o Quico e o Robô sabem exactamente o que devem fazer para resolver o problema! Eis uma nova aventura do Quico e do seu Robô de estimação. O livro tem 128 páginas e inclui cenas em FLIP-O-RAMA e instruções que ensinam a desenhar as personagens. O texto é de Dav Pilkey e as ilustrações são de Martin Ontiveros. Custa 9 euros.
EDITORIAL PRESENÇA
Amigas, Namorados e RivaisMais um título da colecção "Clube das Amigas". A jovem Nesta parece ter encontrado o rapaz dos seus sonhos: Simon – simpático, carinhoso e lindo! O único problema é que ele é também tremendamente rico e Nesta sente que não consegue estar ao seu nível para poder fazer parte da sua vida. Felizmente, pode sempre contar com o apoio das suas amigas, Lucy e Izzie, que a vão ajudar a perceber o que é verdadeiramente importante na vida… Custa 6,73 euros.
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Gradiva
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ALGUMA INSPIRAÇÃO
Nosso amor grita entre lençóis de fogo
Saboreio teu corpo despido do mundo
Sinto o arfar inebriante do teu peito
enquanto tocas minhas coxas desnudas,
arranhas minha pele, acaricias meu ventre
Beijo teus lábios vermelho sangue
que ofegante respiração libertam
A adrenalina corre, em mim, sem freio
Beija-me, toca-me, ama-me
Mais, mais, mais
Quero explodir com tua chama
Ouvir teus gritos, sentir-te vibrar
Sentir a espuma da vida dentro de mim
Desmaiar contigo
Salomé Castro in Ubi Veritas
Saboreio teu corpo despido do mundo
Sinto o arfar inebriante do teu peito
enquanto tocas minhas coxas desnudas,
arranhas minha pele, acaricias meu ventre
Beijo teus lábios vermelho sangue
que ofegante respiração libertam
A adrenalina corre, em mim, sem freio
Beija-me, toca-me, ama-me
Mais, mais, mais
Quero explodir com tua chama
Ouvir teus gritos, sentir-te vibrar
Sentir a espuma da vida dentro de mim
Desmaiar contigo
Salomé Castro in Ubi Veritas
Uma pedra no caminho...
PALAVRAS COM ALMA
Importantes são todos aqueles (e serão, certamente, alguns) que nos estendem a mão se, um dia, tropeçarmos numa pedra. Mas, mais importantes são todos aqueles (e serão, certamente, poucos) que tiram a pedra antes de passarmos e que dificilmente saberemos quem são.
Um berço para acolher crianças em risco
SUGESTÃO AVENTURADA
Esta instituição nasceu na sequência das necessidades sentidas por um grupo de profissionais - médicos pediatras, sociólogos, enfermeiros, psicólogos, técnicos de serviço social e juristas - para dar resposta aos problemas das crianças em risco, situação de abandono e vítimas de exclusão social.
O acolhimento das crianças é feito depois de analisado cada caso pela Direcção e Equipa Técnica e dado parecer positivo.
Para além do acolhimento das crianças, os técnicos da Ajuda de Berço intervêm na dinâmica familiar de cada criança, de forma a ajudar as famílias, quando possível, a encontrar soluções para receber a criança. Assim, é dado apoio aos pais para encontrarem alternativas, nomeadamente encaminhando-as para os diversos departamentos ou serviços disponíveis na comunidade.
Desafio...
PALAVRAS COM ALMA
O verdadeiro desafio do homem
é reconhecer que depende somente de si próprio.
é reconhecer que depende somente de si próprio.
Autor desconhecido
Que belo é amar
PALAVRAS COM ALMA
Que belo é amar
quando se ama a dois,
triste é acabar
e sofrer o que vem depois.
quando se ama a dois,
triste é acabar
e sofrer o que vem depois.
Mesmo sem alarde
ele toca toda a gente,
é esse fogo que arde
e essa dor que não se sente.
Fecunda a loucura
no horizonte de um beijo,
toda a gente o procura
como único desejo.
É a fonte da vida,
da morte e do além.
Em sua guarida
somos sempre alguém.
Encontramo-lo no cemitério
onde o ódio jaz.
É sempre um belo mistério
que nos ama e dá paz.
Renasce no dia a dia
e é incólume ao mal.
Por renascer em cada poesia
é eterno, é imortal.
Orlando Castro in www.altohama.blogspot.com
Aprendizagens de carácter social, emocional e cívico
ANÁLISE LITERÁRIA – Infantil/Didáctico
A colecção Crescer a Aprender, com chancela da Porto Editora, tem como objectivo a promoção de aprendizagens de carácter social, emocional e cívico. Especialmente concebida para crianças entre os quatro e os oito anos, esta colecção tem direcção de Luís de Miranda Correia e conta com textos de autores cuja formação assegura registos adequados.
"Compreender e cuidar", escrito por Cheri J. Meiners e ilustrado por Meredith Johnson, ensina as crianças a compreenderem e a respeitarem os outros. A autora utiliza a empatia como chave-mestra para ajudar os pequenos leitores a construir interacções saudáveis. Além disso, promove a compreensão de sentimentos diferentes, orientando para a importância de aceitar os outros.
Cheri J. Meiners tem um mestrado em educação básica e educação para sobredotados.
Foi professora dos 1º e 2º ciclos do Ensino Básico, dá formação a educadores na Utah State University e é supervisora em cursos para professores.
"As mãos não são para bater", com texto de Martine Agassi e ilustrações de Marieka Heinlen, aborda a questão da violência. A autora, terapeuta clínica com experiência como consultora comportamental e conselheira de crianças e famílias, dirige-se aos leitores numa linguagem extremamente simples e directa. Aborda o carácter negativo da violência e fornece indicadores para o controlo de emoções presas a sentimentos de raiva e angústia.
Ambos os livros (à venda por 9,50 euros, cada) incluem uma secção para adultos, com sugestões de actividades que visam reforçar as competências desenvolvidas.
A colecção Crescer a Aprender inclui outros títulos: "Escutar e aprender" (como ensinar as crianças a ouvirem atentamente), "Partilhar e dar a vez" (como ensinar as crianças a perceberem o que significa partilhar), "Quando tenho medo" (como ensinar as crianças a combaterem os seus medos).
"Compreender e cuidar", escrito por Cheri J. Meiners e ilustrado por Meredith Johnson, ensina as crianças a compreenderem e a respeitarem os outros. A autora utiliza a empatia como chave-mestra para ajudar os pequenos leitores a construir interacções saudáveis. Além disso, promove a compreensão de sentimentos diferentes, orientando para a importância de aceitar os outros.
Cheri J. Meiners tem um mestrado em educação básica e educação para sobredotados.
Foi professora dos 1º e 2º ciclos do Ensino Básico, dá formação a educadores na Utah State University e é supervisora em cursos para professores.
"As mãos não são para bater", com texto de Martine Agassi e ilustrações de Marieka Heinlen, aborda a questão da violência. A autora, terapeuta clínica com experiência como consultora comportamental e conselheira de crianças e famílias, dirige-se aos leitores numa linguagem extremamente simples e directa. Aborda o carácter negativo da violência e fornece indicadores para o controlo de emoções presas a sentimentos de raiva e angústia.
Ambos os livros (à venda por 9,50 euros, cada) incluem uma secção para adultos, com sugestões de actividades que visam reforçar as competências desenvolvidas.
A colecção Crescer a Aprender inclui outros títulos: "Escutar e aprender" (como ensinar as crianças a ouvirem atentamente), "Partilhar e dar a vez" (como ensinar as crianças a perceberem o que significa partilhar), "Quando tenho medo" (como ensinar as crianças a combaterem os seus medos).
... a vida é uma utopia
PALAVRAS COM ALMA
O bonito na vida é pensar que a vida é uma utopia
e que se deve sempre caminhar para esse horizonte,
muito embora se saiba que nunca se vai alcançá-lo.
e que se deve sempre caminhar para esse horizonte,
muito embora se saiba que nunca se vai alcançá-lo.
Autor desconhecido
Uma lenda de amor que desmaia nas margens do Rio Ave
ANÁLISE LITERÁRIA - Infantil
"A Lenda do Rio Ave", de Maria José Meireles, é uma história de amor esculpida em cenário bucólico. A natureza está em sintonia com o amor entre uma bela cabreira e um cavaleiro, e não ousa ficar indiferente à dor de uma separação que se quer breve mas que se faz longa. E porque - diz-se - "o amor move montanhas" (neste caso, serras), a formosa cabreira pôde fazer chegar as suas lágrimas ao seu amado. É a imaginação de Maria José Meireles ao serviço de uma lenda de amor que desmaia nas margens de um rio: o Rio Ave.
As ilustrações são de João Caetano - formado em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, e que, em 2001, recebeu o Prémio Nacional de Ilustração com o livro "A Maior Flor do Mundo", de José Saramago.
Maria José Meireles, licenciada em História, é professora. É co-fundadora da Cooperativa de Ensino Árvore, em Guimarães.
"A Lenda do Rio Ave" integra a colecção “O Sol e a Lua”, editada pela Campo das Letras. Custa 9,95 euros.
"A Lenda do Rio Ave", de Maria José Meireles, é uma história de amor esculpida em cenário bucólico. A natureza está em sintonia com o amor entre uma bela cabreira e um cavaleiro, e não ousa ficar indiferente à dor de uma separação que se quer breve mas que se faz longa. E porque - diz-se - "o amor move montanhas" (neste caso, serras), a formosa cabreira pôde fazer chegar as suas lágrimas ao seu amado. É a imaginação de Maria José Meireles ao serviço de uma lenda de amor que desmaia nas margens de um rio: o Rio Ave.As ilustrações são de João Caetano - formado em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, e que, em 2001, recebeu o Prémio Nacional de Ilustração com o livro "A Maior Flor do Mundo", de José Saramago.
Maria José Meireles, licenciada em História, é professora. É co-fundadora da Cooperativa de Ensino Árvore, em Guimarães.
"A Lenda do Rio Ave" integra a colecção “O Sol e a Lua”, editada pela Campo das Letras. Custa 9,95 euros.
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Memória
PALAVRAS COM ALMA
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
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Visita guiada ao mágico país dos faraós
ANÁLISE LITERÁRIA - Infantil
“À Descoberta do Egipto Antigo”, de Shaheen Bilgrami, é um livro que cativa ao primeiro olhar e que encanta ao primeiro toque.
Abdul guia um grupo de jovens turistas (e os leitores) numa viagem aos locais do entusiasmante Egipto antigo. Visitam as pirâmides – construídas como túmulos monumentais para os faraós egípcios, ou reis – e descobrem a sua história: a grande esfinge de Gizé tem 21 metros de altura e 73 metros de comprimento; mais de dois milhões de blocos de pedra foram usados para construir a Grande Pirâmide, sendo que cada um pesava cerca de 2,75 toneladas; entre muitas outras curiosidades. Dão um passeio pelo Nilo; ficam a saber que este rio tem mais de 7.000 quilómetros de comprimento e vêem uma réplica de um dhow ou barco à vela. Conhecem ainda o famoso templo de Abu Simbel e observam uma placa de pedra coberta de hieróglifos. No último dia de viagem vão ver múmias verdadeiras e descobrir como eram feitas.
A particularidade deste livro são as tiras especiais que, quando puxadas, dão nova vida às imagens.
Esta aventura no país dos faraós tem chancela da Editorial Estampa (colecção O Livro Mágico) e custa 13,99 euros.
Abdul guia um grupo de jovens turistas (e os leitores) numa viagem aos locais do entusiasmante Egipto antigo. Visitam as pirâmides – construídas como túmulos monumentais para os faraós egípcios, ou reis – e descobrem a sua história: a grande esfinge de Gizé tem 21 metros de altura e 73 metros de comprimento; mais de dois milhões de blocos de pedra foram usados para construir a Grande Pirâmide, sendo que cada um pesava cerca de 2,75 toneladas; entre muitas outras curiosidades. Dão um passeio pelo Nilo; ficam a saber que este rio tem mais de 7.000 quilómetros de comprimento e vêem uma réplica de um dhow ou barco à vela. Conhecem ainda o famoso templo de Abu Simbel e observam uma placa de pedra coberta de hieróglifos. No último dia de viagem vão ver múmias verdadeiras e descobrir como eram feitas.
A particularidade deste livro são as tiras especiais que, quando puxadas, dão nova vida às imagens.
Esta aventura no país dos faraós tem chancela da Editorial Estampa (colecção O Livro Mágico) e custa 13,99 euros.
Como posso ser feliz?
PALAVRAS COM ALMA

"Cada uma de nossas acções conscientes e, de certa forma, toda a nossa vida podem ser vistas como resposta à grande pergunta que desafia a todos: Como posso ser feliz?"
Sua Santidade, o Dalai Lama (Tenzin Gyatso)
De gémeos a génios num esfregar de lâmpada
ANÁLISE LITERÁRIA – Ficção Juvenil
Philippa e John são dois irmãos de Nova Iorque que, na altura em que nascem os dentes do siso (doze anos) descobrem, estupefactos, que, para além de gémeos, são também... génios. Génios daqueles de lâmpada, ou seja, têm o poder de satisfazer desejos a terceiros. A descoberta, contudo, não se revela muito pacífica e eles vão passar por um processo de aprendizagem que lhes muda por completo a vida.
Esta é a história base do primeiro volume da trilogia “Filhos da Lâmpada”, intitulado “A Aventura de Akhenaton”, brilhantemente imaginada e melhor escrita por P.B.Kerr, conhecido por Philip Kerr, autor de policiais como “O Tiro” ou “O Segundo Anjo”.
Os gémeos génios são, na realidade, descendentes de djins e vão de Nova Iorque para Londres passar uns tempos com o excêntrico Tio Nimrod para aprenderem a lidar com os novos poderes. Mas, o que seria uma mera fase de aprendizagem transforma-se, afinal, numa grande aventura, recheada de perigos, sustos, revelações e até assombrações.
Antes de descobrirem os seus poderes extraordinários, John e Philippa vivem alguns momentos bizarros, nomeadamente sonhos comuns ou coincidências incríveis. Sentem que algo se está a passar, mas não compreendem o fenómeno.
Em Londres, enquanto aprendem com o tio a desenvolver e compreender os poderes djim, constatam que vão ter de viajar para o Egipto, onde a caótica, mas fascinante, cidade do Cairo os aguarda. De repente, vêem-se envolvidos numa grande batalha entre tribos djins.
Tendo em conta que este é o primeiro livro de um trilogia, as 200 páginas iniciais são reservadas para a apresentação das personagens e do tipo de poderes em causa, ou seja, o modo de vida djim.
A aventura propriamente dita arranca então, colocando os gémeos e o tio numa grande batalha entre o Bem e o Mal, ou seja, entre as tribos boas e más de djins. Apesar das pessoas, no Mundo, não darem pela existência dos djins, é graças ao equilíbrio de forças que há entre estes que o nosso planeta vive em relativa harmonia.
Só que a descoberta da chave que vai abrir a porta ao ressurgimento de mais 70 djins no mundo faz com que se inicie uma nova luta pelo poder - quem os libertar ficará senhor deles e o destino do mundo está dependente do lado para que se voltarem.
Por isso Nimrod se envolve numa luta titânica com Iblis, o djin mais perverso do mundo, de modo a que este não se apodere dos djins em tempos aprisionados pelo faraó Akhenaton.
A luta, envolvendo poderes mágicos e terrenos, vai começar no Egipto, passando pelo Museu do Cairo e escavações arqueológicas, regressando a Londres, ao Museu Britânico, antes de se concluir no Pólo Norte.
Escrita de um modo simples, sem nunca perder a emoção, “A Aventura de Akhenaton” deve ser vivida com intensidade.
Esta é a história base do primeiro volume da trilogia “Filhos da Lâmpada”, intitulado “A Aventura de Akhenaton”, brilhantemente imaginada e melhor escrita por P.B.Kerr, conhecido por Philip Kerr, autor de policiais como “O Tiro” ou “O Segundo Anjo”.
Os gémeos génios são, na realidade, descendentes de djins e vão de Nova Iorque para Londres passar uns tempos com o excêntrico Tio Nimrod para aprenderem a lidar com os novos poderes. Mas, o que seria uma mera fase de aprendizagem transforma-se, afinal, numa grande aventura, recheada de perigos, sustos, revelações e até assombrações.
Antes de descobrirem os seus poderes extraordinários, John e Philippa vivem alguns momentos bizarros, nomeadamente sonhos comuns ou coincidências incríveis. Sentem que algo se está a passar, mas não compreendem o fenómeno.
Em Londres, enquanto aprendem com o tio a desenvolver e compreender os poderes djim, constatam que vão ter de viajar para o Egipto, onde a caótica, mas fascinante, cidade do Cairo os aguarda. De repente, vêem-se envolvidos numa grande batalha entre tribos djins.
Tendo em conta que este é o primeiro livro de um trilogia, as 200 páginas iniciais são reservadas para a apresentação das personagens e do tipo de poderes em causa, ou seja, o modo de vida djim.
A aventura propriamente dita arranca então, colocando os gémeos e o tio numa grande batalha entre o Bem e o Mal, ou seja, entre as tribos boas e más de djins. Apesar das pessoas, no Mundo, não darem pela existência dos djins, é graças ao equilíbrio de forças que há entre estes que o nosso planeta vive em relativa harmonia.
Só que a descoberta da chave que vai abrir a porta ao ressurgimento de mais 70 djins no mundo faz com que se inicie uma nova luta pelo poder - quem os libertar ficará senhor deles e o destino do mundo está dependente do lado para que se voltarem.
Por isso Nimrod se envolve numa luta titânica com Iblis, o djin mais perverso do mundo, de modo a que este não se apodere dos djins em tempos aprisionados pelo faraó Akhenaton.
A luta, envolvendo poderes mágicos e terrenos, vai começar no Egipto, passando pelo Museu do Cairo e escavações arqueológicas, regressando a Londres, ao Museu Britânico, antes de se concluir no Pólo Norte.
“A Aventura de Akhenaton”, editado pela Difel, tem 407 páginas e está à venda por 16 euros. Integra o Plano Nacional de Leitura (Ler+) como livro recomendado para o 6º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma e/ou a leitura com apoio do professor ou dos pais.
Doze fábulas, livres, francas e intemporais
ANÁLISE LITERÁRIA - Contos
O mundo de Horacio Quiroga, mestre na narrativa curta, perdura nestes "Contos da selva". Um livro convidativo, reflexivo, comunicativo, que o autor escreveu para o seu filho no início do século XX.
O mundo de Horacio Quiroga, mestre na narrativa curta, perdura nestes "Contos da selva". Um livro convidativo, reflexivo, comunicativo, que o autor escreveu para o seu filho no início do século XX.Doze fábulas, outras tantas lições - francas e intemporais. A linguagem simples de Quiroga corre sem freio, apenas domada pela desejável eficácia de comunicação. O autor vai muito além da mera lição de moral; aposta na aprendizagem de uma supra-amizade. A amizade enquanto recompensa é o fio que percorre todos os contos.
A imaginação salpica todo o discurso de Quiroga. Incisivo e até crítico, o autor acaba por deixar que os seus anseios pessoais transpareçam na ficção dos seus relatos. Também uma certa tristeza se percebe nos seus contos (talvez fruto da tríade amor/loucura/morte que caracterizou a sua vida).
Estes "Contos da Selva" não deixam, contudo, de ser uma excelente opção de leitura para os mais jovens.
Dois mundos distintos: a cidade e a selva; dois seres distintos: o homem e o animal. No mundo de Quiroga o Homem e a Natureza relacionam-se, todos falam a mesma língua, todos lutam pela sobrevivência e todos alcançam noções mais justas.
A sua obra, de qualidade literária incontestável, tem sido comparada à de Poe, Kipling, Maupassant e Tchekov. Quiroga prima pela capacidade criativa e técnica de condensar, num espaço narrativo relativamente curto, profundos temas existenciais.
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Horacio Quiroga
Ubi Veritas
ALGUMA INSPIRAÇÃO
É mentira.São cristais banhados de chuva
roubados a Deuses felizes
Não chores.
Vão coroar-te com trança de rosas
colhidas em jardins de brincar
Acredita.
Quando acordares, verás o sol
enfeitado por gaivotas planando
Viverás.
O futuro espera por ti
Aqui ou no infinito...
Salomé Castro in Ubi Veritas
A realidade sob o grilhão da fantasia!
LITERATURA - Lançamento
Eis a sinopse desta nova obra de ficção juvenil: "No lugar onde vida e morte se fundem; onde a Terra deixou raízes e granjeou sementes; onde a magia dita a realidade; onde a matéria se prolonga no plano espiritual; onde o equilíbrio nasce da instabilidade dos quatro elementos da Natureza; onde criaturas fabulosas, espécies híbridas e seres humanos se digladiam pelo domínio supremo; onde um Avatar fará a diferença… O universo conhecerá o seu fatal destino."
"Avatar - Destino do Universo" tem 470 páginas e integra a colecção Quasar da editora Metaphora (uma chancela das Edições Nova Gaia).
"Avatar - Destino do Universo" tem 470 páginas e integra a colecção Quasar da editora Metaphora (uma chancela das Edições Nova Gaia).
O autor, Frederico Duarte, tem 24 anos. É estudante de Engenharia Informática, no ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. Nasceu em Lisboa, onde vive. Os seus passatempos passam por jogos de computador, séries de TV, leitura e, obviamente, pela escrita… sempre com a fantasia e a ficção científica à espreita. Na leitura, os seus escritores favoritos são Robin Cook e Christian Jacq, também com um carinho especial por Jules Verne, Juliet Marillier e J. R. R. Tolkien.
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Edições Nova Gaia,
Frederico Duarte
O Mundo Faz de Conta
SUGESTÃO AVENTURADA
“Uma livraria especializada em livros infantis” – é desta forma que a livraria “O Mundo Faz de Conta” se dá a conhecer.“A ideia de criar uma livraria especializada em livros infantis surgiu do nosso gosto pela leitura e pelas crianças, e da necessidade de criar um espaço onde elas possam explorar e divertir-se, incentivando assim a leitura e criatividade”, explica a gerência.
Além de um vasto leque de títulos, disponibiliza brinquedos didácticos e artigos áudio e multimédia.
A loja, sita na Rua João Carlos Júnior, 4 Loja 1 (Torres Vedras), inclui um espaço de lazer onde as crianças podem ler e contactar com alguns livros, fazer jogos lúdicos e outras actividades, nomeadamente ouvir histórias e participar na representação de fantoches e em ateliers didácticos.
"É circo, é alegria, é sonho, é magia!"
ANÁLISE LITERÁRIA - Infantil
O escritor António Mota e a ilustradora Danuta Wojciechowska, unem talentos no livro "Uma Tarde no Circo", com chancela da Gailivro.
A obra, que integra a colecção Biblioteca Pedro e Mariana, dá a conhecer o ambiente que envolve as artes circenses. Pedro e Mariana, junto com o avô, vivenciam o fascínio pelo universo do circo. “O circo é o espectáculo mais bonito que há no Mundo! É claro que não vamos perder esta oportunidade” - diz o avô. Entusiasmados, os dois manos admiram os mestres das artes circentes: palhaços, ilusionistas, trapezistas, leões, cães amestrados... empenhados nas suas curiosas e divertidas actividades.
"É circo, é alegria, é sonho, é magia!" - é a frase que encerra o livro e que dita a essência de uma tarde passada numa tenda de circo - um motor de entretenimento que continua a fazer as delícias de tantas crianças.
A expressividade e a dinâmica - do discurso e das imagens - é o ponto forte do livro. Ainda lugar para uma proposta algo interactiva: no final do livro os leitores podem aprender as etapas para fazer malabarismo com três bolas.
O livro está à venda por 13,80 euros. Integra o Plano Nacional de Leitura (Ler+) enquanto livro recomendado para o jardim de infância, destinado a ler em voz alta/contar/trabalhar na sala de aula.
O escritor António Mota e a ilustradora Danuta Wojciechowska, unem talentos no livro "Uma Tarde no Circo", com chancela da Gailivro.A obra, que integra a colecção Biblioteca Pedro e Mariana, dá a conhecer o ambiente que envolve as artes circenses. Pedro e Mariana, junto com o avô, vivenciam o fascínio pelo universo do circo. “O circo é o espectáculo mais bonito que há no Mundo! É claro que não vamos perder esta oportunidade” - diz o avô. Entusiasmados, os dois manos admiram os mestres das artes circentes: palhaços, ilusionistas, trapezistas, leões, cães amestrados... empenhados nas suas curiosas e divertidas actividades.
"É circo, é alegria, é sonho, é magia!" - é a frase que encerra o livro e que dita a essência de uma tarde passada numa tenda de circo - um motor de entretenimento que continua a fazer as delícias de tantas crianças.
A expressividade e a dinâmica - do discurso e das imagens - é o ponto forte do livro. Ainda lugar para uma proposta algo interactiva: no final do livro os leitores podem aprender as etapas para fazer malabarismo com três bolas.
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