A derradeira edição... há 8 anos.

PALAVRAS COM ALMA
Há 8 anos, o jornal «O COMÉRCIO DO PORTO» conhecia a sua derradeira edição.
Recordo aqui o texto emocionado com que me despedi…

O triste cenário de encerramento do nosso O COMÉRCIO DO PORTO desperta pensamentos e emoções que devem ser encarados como discurso coerente e nunca como lamechices banhadas de frustração ou como estéreis desabafos de infortúnio.

Sentimos o fecho do nosso COMÉRCIO como se fosse a partida de uma pessoa chegada, querida. Chorámos, sofremos. Permanece no nosso peito o vazio enorme desta perda. Mas continuamos a acreditar.

Esta não é uma laje tumular onde se inscrevem inúteis mensagens de despedida, é um mural pintado de vitalidade e onde damos prova da nossa entrega e profissionalismo a um projecto em que veramente acreditamos.

E enquanto não espreita a oportunidade para um renovado ponto de partida, deixamos aqui pequenos grandes focos de energia, vontade, essência e verdade.


Salomé Castro in www.ocomerciodoporto.blogspot.com (01.08.2005)

Sem quimeras...

PALAVRAS COM ALMA
Dize-me, Amor, como te sou querida,
Conta-me a glória do teu sonho eleito,
Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,
Arranca-me dos pântanos da vida.

Embriagada numa estranha lida,
Trago nas mãos o coração desfeito,
Mostra-me a luz, ensina-me o preceito
Que me salve e levante redimida!

Nesta negra cisterna em que me afundo,
Sem quimeras, sem crenças, sem ternura,
Agonia sem fé dum moribundo,

Grito o teu nome numa sede estranha,
Como se fosse, amor, toda a frescura
Das cristalinas águas da montanha!

Florbela Espanca (1894-1930)

Fonte de coragem

PALAVRAS COM ALMA
«Os ideais que iluminaram meu caminho, e que, de tempos em tempos,
me dão nova coragem para enfrentar a vida com alegria,
são a bondade, a beleza e a verdade.»

Albert Einstein [1879-1955]


Ubi Veritas



ALGUMA INSPIRAÇÃO













De que cor?
De que cor pintar a minha vida?
Combater a ânsia de querer
Querer ser
Querer ter
Querer ir e não voltar só
Perder-me num abraço sentido
Num abraço sem medida
Sem tempo
Eterno

Salomé Castro in Ubi Veritas


PRONTOaEDITAR Atelier introduz em Portugal o «Book Packaging»

SUGESTÃO AVENTURADA

O PRONTOaEDITAR Atelier é uma nova empresa do setor livreiro que lançou em Portugal o conceito de «Book Packaging», um modelo de negócio já enraizado noutros países e que se centra na venda de livros em fase de pré-impressão. Paralelamente, disponibiliza a editoras e empresas, a totalidade dos serviços prévios à impressão de um livro, ou seja, produção de conteúdos, tradução, revisão, ilustração, design e coordenação editorial.

O PRONTOaEDITAR Atelier lança-se no mercado com um catálogo próprio de obras já concebidas para venda integral de direitos. São maioritariamente livros de apoio escolar, que têm em conta a necessidade de consonância com os programas curriculares definidos pelo Ministério da Educação – uma vantagem face à tendência das editoras em recorrerem às coautorias, pois esta vertente não se encontra em coedições ou compra de direitos estrangeiros.

Com sede na Maia, o PRONTOaEDITAR Atelier resulta da união de competências e experiência de profissionais de distintas áreas: coordenação editorial, produção de conteúdos, ensino, tradução, revisão, design, ilustração, multimédia e comunicação.

Ubi Veritas

ALGUMA INSPIRAÇÃO
Olho as estrelas
Desmaiadas princesas
Vestidas de brilho
Coroadas de espinhos
Encerram certezas
São anjos sorrindo
Velando carinhos
Espreitam amores
Na noite fugindo
Quem dera falassem
Soprassem odores
Guiando quem sente
O destino ditassem

Salomé Castro in Ubi Veritas

Se fosse um intervalo

PALAVRAS COM ALMA

mais que o teu nome, queria redescrever o sentimento, pôr uma casa ali no sentimento e povoá-la com fantasmas narrados. quem me lesse pensando que de imaginação seria eu rica, e de talento para fazer histórias sobre nomes sonhados. uma história que fosse realmente, arrancá-la da vida a pouco e pouco e depois, com a história, criar-te novamente e aos teus braços.

Ana Luísa Amaral in Se fosse um intervalo, Publicações Dom Quixote [link], Lisboa, 2009

As fábulas de Esopo recontadas e ilustradas

ANÁLISE LITERÁRIA - INFANTIL

Esopo permanece mais como personagem lendária do que histórica. Diz-se que era um escravo e viveu na Grécia há mais de 2500 anos. Tornou-se famoso pelas suas pequenas histórias de animais, cada uma delas com um sentido e um ensinamento. As fábulas de Esopo, contadas e readaptadas por muitos, tornaram-se parte da nossa vivência diária.
António Mota reconta, numa edição bela e completa, essas fábulas que imortalizaram Esopo. A fábula é um conto de moralidade popular, uma lição de inteligência, de justiça, de sagacidade – é este o seu invariável universo, aqui temperado pela criativa interpretação e escrita altamente comunicativa de António Mota. As ilustrações, que parecem envolvidas por uma aura poética – vagueando entre a doçura e a agressividade –, são de Pedro Pires.
Este livro, com 174 páginas, é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura (link) para o 4.º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma e leitura com apoio do professor ou dos pais.
Editado pela Gailivro (link), custa 19,99 euros.

Quem conta um, dois, três, quatro, cinco, seis… Contos

ANÁLISE LITERÁRIA – INFANTIL


Seis clássicos infantis contados de forma extremamente sintética, numa edição cartonada apresentada a três dimensões. “A Branca de Neve”, “Peter Pan”, “Simbad, o Marinheiro”, “A Bela e o Monstro”, “Cinderela”, “João e o Pé de Feijão”, são os ingredientes desta ementa que se adivinha do agrado dos mais pequenos.
Contadas de geração em geração ao longo dos séculos, estas histórias conservam a sua essência. Naturalmente que ao reduzir os contos originais a curtas tramas, esta colecção perde aspectos estruturantes importantes. Não obstante, esta proposta, com assinatura da Editorial Estampa (link), perfila uma intenção ancorada na simplicidade de um primeiro contacto com os contos.
A colecção "Quem Conta Um Conto..." é ideal para ser lida a crianças de tenra idade – que, em simultâneo com o registo de histórias breves e directas, podem observar o movimento das imagens cartonadas.
Nestes seis exemplares, a acção precipita-se com rapidez aguda, mas a fórmula mágica capaz de envolver as crianças está lá. A fantasia (que permite, por exemplo, que João suba num pé de feijão ou que Cinderela viaje numa carruagem feita de uma abóbora) é um ingrediente fulcral nestes textos de estrutura simples.
Cada exemplar desta colecção custa 3 euros.

Livros de apoio ao ensino pré-escolar

SUGESTÃO AVENTURADA


“Já Sou Crescido!” é uma colecção de quatro livros que propõe actividades divertidas, concebidas para que a criança possa consolidar conhecimentos e aquisições indispensáveis para o início do seu percurso escolar. Os exercícios propostos aliam a vertente lúdica à vertente didáctica, desenvolvendo as capacidades de observação e de raciocínio lógico e potenciando a aprendizagem da escrita, da leitura e do cálculo mental.
São quatro livros de apoio ao ensino pré-escolar, cujos conteúdos tive o prazer de desenvolver. A ilustração esteve a cargo de José Cintra Costa. Cada livro, em formato de bloco, tem 96 páginas e inclui soluções. É uma edição da Editora Educação Nacional (link) e está à venda por 4,95€/cada.

Contos de todos os tempos sempre em voga

ANÁLISE LITERÁRIA - Infantil

“Contos ou Histórias dos Tempos Idos”, de Charles Perrault, é uma edição que prima pela sobriedade e beleza. As histórias que imortalizaram Perrault (1628-1703), e que constituíram o volume original editado em 1697, revelam-se aqui numa tradução que retém a sua simplicidade e inteligência.
Aos famosos contos “A Bela Adormecida”, “O Capuchinho Vermelho”, “Cinderela”, “O Gato das Botas” e “O Polegarzinho”, Perrault juntou mais três, menos conhecidos: “As Fadas”, “Riquet, o da Poupa” e “Barba-Azul”. Após a edição de 1697, juntou-lhes um último conto, “Pele de Burro”.
Neste exemplar, editado pela Europa-América, cada conto é acrescido da moral da história, em verso, que Perrault incluiu na edição original, mas que foi frequentemente suprimida em versões posteriores.
A singularidade desta obra está também ancorada nas ilustrações de Gustave Doré (1832-1883), um dos mais prestigiados ilustradores do século XIX. São quarenta ilustrações de página inteira, plenas de expressividade.
A crítica contemporânea ao analisar os contos de Perrault lê-os como algo mais do que histórias destinadas às crianças; uma análise à qual é impossível fugir ao constatar a profunda sabedoria com que estão vestidas.
“Contos ou Histórias dos Tempos Idos” (24,10 euros) inclui, ainda, uma nota bibliográfica, um prefácio por P.-J. Stahl e um artigo de Charles Augustin Saint-Beuve.

Perrault, Grimm, Andersen…

A significação de um conto está sujeita a factores vários. Porém, é missão destas narrativas providenciar elementos de resposta (exequíveis ou não) para os conflitos relatados. Transportam algo de didáctico, não só pela ênfase nas qualidades morais do herói ou da heroína, mas também pela aprendizagem que providenciam – quer por retratarem caminhos pessoais de desenvolvimento, quer pela apresentação de situações críticas de escolha com desfecho correcto.
Os contos que continuam a merecer um maior número de edições são sobretudo os dos Irmãos Grimm, os contos em prosa de Perrault, alguns contos de Andersen e algumas adaptações dos clássicos revisitados pela Walt Disney. A maioria das editoras portuguesas tem, entre as suas edições para crianças, uma colecção de contos de todos os tempos.
“Na Terra dos Contos de Fadas” (13,02 euros) é uma das propostas da Porto Editora. Ilustrada por Van Gool, esta obra destina-se a crianças a partir dos cinco anos e é uma compilação de dez histórias e contos.
A editora Papa-Letras, exímia na oferta de livros que complementam o trabalho do educador, têm no seu catálogo vários títulos deste âmbito. “Contos Clássicos 3”, por exemplo, reúne seis histórias clássicas e tradicionais adaptadas por Margarida Braga e ilustradas por Ricardo Neto, agrupadas numa edição modesta mas muito válida (6,21 euros).
Por fim, referência ao livro “Aprender com o Grande Livro dos Contos”, da Didáctica Editora. Uma obra que marca diferença ao conduzir as personagens de oito contos clássicos na apresentação de diversas temáticas: as horas, os tipos de animais, as profissões, as partes do corpo, os números, as cores, as diferenças, as primeiras palavras. Um verdadeiro álbum com ilustrações dinâmicas à venda por 20,14 euros.
 

Dom Quixote sem crenças

PALAVRAS COM ALMA

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!

Viverei com certeza um terço do que poderia viver porque todas as pedras me ferem, todos os espinhos me laceram. Dom Quixote sem crenças nem ilusões, batalho continuamente por um ideal que não existe; e esta constante exaltação, desesperada e desiludida, destrambelha-me os nervos e mata-me.

Florbela Espanca (1894-1930)
 

Prontuário da Língua Portuguesa para os mais novos

Entrevista a Salomé Castro
Texto: Pedro Justino Alves

«Sempre Certo! Prontuário da Língua Portuguesa», de Lúcia Pereira e Salomé Castro e editado pela Educação Nacional, tem como lema «explicar e descomplicar» os segredos do português. Portanto, esta obra é uma oportunidade de ouro para explicar aos mais novos o fascínio da escrita.

Salomé Castro foi quem idealizou «Sempre Certo! Prontuário da Língua Portuguesa». Mas também escreveu a obra, juntamente com Lúcia Pereira, e foi a responsável pela concepção editorial da mesma. O livro pretende na sua essência descomplicar a língua portuguesa para os mais novos (mas também para os mais velhos). Algo que, segundo Salomé Castro, não é «uma tarefa difícil», já que «as crianças têm uma natural predisposição para aprender, descobrir, investigar, experimentar...»

Como surgiu a ideia de escreverem um prontuário?
Em termos de livros de apoio escolar, há já pouco para inventar. Assim sendo, há que olhar para o mercado editorial e identificar eventuais lacunas. Este prontuário nasce dessa análise, ou seja, após constatar que as escassas obras do género evidenciavam défices de rigor de conteúdos e, até, de apresentação gráfica, consolidei a pertinência de avançar com este projecto.
Em seguida, estruturei um índice detalhado, definindo exaustivamente as matérias que pretendia desenvolver. Convidei, então, a Lúcia Pereira, que já havia colaborado comigo numa gramática e num outro prontuário para o ensino secundário e superior, e avançámos com a produção dos conteúdos. No final, fizemos questão que um revisor científico, com provas dadas nesta matéria, atestasse a qualidade da obra.

Qual a importância de escrever um prontuário para o ensino básico?
O domínio da língua implica a utilização, de forma proficiente, da linguagem e da comunicação. A sua aprendizagem corresponde a um processo de desenvolvimento gradual e perfectível ao longo de toda a vida. Escrever de forma fluente, sem cometer erros de ortografia ou concordância, é essencial em todo o percurso escolar, pois estará sempre na base de qualquer área disciplinar. É, além disso, um requisito indispensável para o futuro sucesso pessoal e profissional.

Os primeiros anos de escolaridade são cruciais nesse processo pois correspondem à etapa em que a aquisição e estruturação do código escrito se vai aplicar e reforçar. Ter, desde a mais tenra idade, acesso a um prontuário que alie o rigor da matéria à clareza e eficácia da exposição é dispor de uma excelente ferramenta para a consolidação dessa aprendizagem.

Qual a dificuldade que sentiram para escrever o mesmo?
A maior dificuldade foi a aposta num prontuário já em conformidade com o novo acordo ortográfico. As suas normas não estão, ainda, aplicadas nos manuais escolares, mas a inevitabilidade da sua aplicação a curto prazo determinou a nossa aposta. Não obstante, tratando-se de um prontuário, a aplicação do novo acordo não se resumiu à utilização de vocabulário reconhecido como norma; houve que contextualizar as inovações inerentes, nomeadamente, a introdução das letras «k», «w» e «y» no alfabeto, as modificações no uso de maiúsculas e minúsculas no início das palavras, a supressão de consoantes mudas ou não articuladas, as alterações na acentuação gráfica, as alterações à utilização do hífen... E tudo isto numa linguagem acessível às crianças e eficaz na afirmação da nova ortografia.

Quais as prioridades em termos educativos que estiveram sempre presentes na elaboração da obra?
O lema deste prontuário é «explicar e descomplicar» e tem quatro características principais: é completo, rigoroso, prático e apelativo.

Completo, porque apresenta os conceitos e princípios fundamentais da língua portuguesa, através de um discurso directo, introduzindo exemplos simples para as várias situações abordadas.

Rigoroso, porque os conteúdos adequam-se ao nível proposto (1º e 2º ciclos do Ensino Básico) e assentam numa forte exigência didáctica. O rigor científico faz-se notar, também, pela extensão e actualidade das matérias e saberes apresentados.

Prático, porque a sua estrutura é coerente, ou seja, dispõe as indicações úteis de modo funcional para que a consulta resulte na apreensão imediata das noções essenciais. Além disso, permite a consolidação de conhecimentos na rubrica «Prova que estás certo!», onde se pode testar, de forma divertida, a perícia no uso da língua portuguesa.

Apelativo, porque as ilustrações da Marta Martins, com a sua paleta de cores garridas, a par com um arranjo gráfico dinâmico, favorecem a desejável motivação para a consulta.

Quais as principais diferenças que podemos encontrar para um prontuário normal?
Em termos de conteúdos, um prontuário com este público-alvo difere de um prontuário para adultos, sobretudo, na forma menos exaustiva com que cada temática é abordada. O discurso é mais directo e demonstrativo e, na medida do possível, as frases que exemplificam as situações apresentadas versam assuntos próximos do quotidiano da faixa etária em questão ou matéria relevante em termos curriculares. A par com a vertente teórica há, ainda, a componente prática que providencia exercícios simples e divertidos que visam aperfeiçoar os conceitos e princípios fundamentais da língua.
Outra grande diferença é, naturalmente, toda a componente gráfica: muito próxima do universo infantil, com páginas leves, coloridas e dinâmicas.

Como foram escolhidas as secções criadas (Funcionamento da Língua, Classe de Palavras…)? Porque estas e não outras?
Os capítulos «Funcionamento da Língua» e «Classes de Palavras» são a base essencial do prontuário. Apresentam-se conceitos e princípios fundamentais da língua, numa exposição que vai da grafia às relações entre palavras escritas, passando pelas regras de ortografia, acentuação e translineação.

Seguem-se capítulos igualmente elementares: «Especificidades da Língua», que ensina e esclarece as dúvidas e confusões mais frequentes, apostando também na exemplificação; e «Vocabulário», que visa a ampliação do vocabulário dos seus utilizadores. Aqui apresentam-se as principais palavras onomatopaicas, bem com as siglas e acrónimos, termos informáticos, topónimos e gentílicos mais comuns.

Como seduzir uma criança para a importância da língua?
Seduzir uma criança para a importância da língua não é tarefa difícil. As crianças têm uma natural predisposição para aprender, descobrir, investigar, experimentar... Cabe aos educadores (pais, professores...) guiá-los num processo de aprendizagem que, invariavelmente, tem a língua como pedra basilar. As palavras e o seu correcto uso abrem um mundo de possibilidades que nenhuma criança recusa. Enquadrar a importância da língua à luz desse universo de possibilidades é, efectivamente, tarefa dos educadores. Na prossecução desta missão têm ao seu dispor uma série de ferramentas; este prontuário é, sem dúvida, uma delas.

Como seduzir a própria escola para a importância de um prontuário?
A educação constrói-se sobretudo em duas frentes: em casa e na escola. Enquanto educadores, os pais e os professores, partilham a grata missão de promover conhecimentos e competências que são determinantes para a melhor inserção dos seus educandos na sociedade.

Usar a língua com correcção é estar apto a comunicar com excelência. Isso transmite qualificação, gera admiração e amplia oportunidades. Julgo que os educadores estão, crescentemente, conscientes dessa importância.

O que esperam desta obra?
Esperamos, sobretudo, que ela tenha muitos leitores! Jovens leitores que encontrem neste prontuário um parceiro do quotidiano e que, dentro dos seus próprios ritmos, evoluam rumo ao sucesso pessoal e profissional.


Ubi Veritas

ALGUMA INSPIRAÇÃO
Pontos de luz branca
Velam a noite
Desnudam alpendres
Parem sombras
e duendes

Ouço-os gritar...

Chamamento febril
de que não ousamos falar

Salomé Castro in Ubi Veritas

Uma estória espremida de um sonho de Ondjaki

ANÁLISE LITERÁRIA - Infantil

«Ynari a menina das cinco tranças» é um livro escrito com o coração. Essa certeza está na intenção e nas palavras. "Para escrever uma estória como esta, eu tive de espremer um sonho" – diz Ondjaki, o autor.
Talvez um sonho onde a grandeza e significado da palavra PAZ ilumine o coração dos homens. É esta a sabedoria que mora neste livro. A pequena Ynari personifica a inocência mas também a esperança. Ela dá as suas cinco tranças para alcançar um mundo melhor – uma troca que lhe parece justa. É essa a sua magia.
«Ynari a menina das cinco tranças» é uma obra sensível e original. Transporta o leitor para um universo onde magia e realidade se tocam, soltando contextos férteis em significados.
Oferece-se aos mais jovens leitores, mas carrega a condição que define uma excelente obra de literatura infantil: também o leitor adulto encontra nela a essência que renuncia a uma escancarada redundância e se oferece em inteligência.
Danuta Wojciechowska empresta o seu reconhecido talento de ilustradora. Os tons quentes de África tornam o livro ainda mais apelativo.

Esta obra, recomendada pelo Plano Nacional de Leitura para o 4.º ano de escolaridade (leitura autónoma e/ou a leitura com apoio do professor ou dos pais), tem chancela da Editorial Caminho. Tem 48 páginas e está à venda por 10,60 euros.

O AUTOR
Ondjaki nasceu em Luanda, em 1977. Licenciado em Sociologia, interessa-se também pelo teatro e pelo cinema. Publicou contos, poesia e romances. No ano 2000 recebeu uma menção honrosa no Prémio António Jacinto (Angola) pelo livro de poesia “Actu Sanguineu”.

A ILUSTRADORA
Danuta Wojciechowska recebeu o Prémio Nacional de Ilustração 2003. Foi a candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen 2004. Nasceu no Québec (Canadá) em 1960 e é licenciada em Design de Comunicação. Vive e trabalha em Lisboa.

Ubi Veritas

ALGUMA INSPIRAÇÃO
Barras de ferro
Pedras desenhadas
Espinhos encastrados
Odor embalsamado

O castigo espreita
Mói e ensurdece
Aprisionado na palidez do tempo

A gravata não mais oprime
O aroma dos malmequeres não mais liberta

Recolho-me em posição fetal

Salomé Castro in Ubi Veritas

Prontuário da Língua Portuguesa para crianças e jovens

SUGESTÃO AVENTURADA

«Sempre Certo! - Prontuário da Língua Portuguesa» destina-se aos alunos dos 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico. Para a concepção desta obra contei com a colaboração de Lúcia Pereira (co-autora), João Carlos Matos (revisor científico) e Marta Martins (ilustradora).
Nos capítulos «Funcionamento da Língua» e «Classes de Palavras» apresentam-se conceitos e princípios fundamentais da língua, através de um discurso simples e directo, que introduz exemplos para as várias situações abordadas.
«Especificidades da Língua» ensina e esclarece as dúvidas e confusões mais frequentes, apostando também na exemplificação e numa estrutura funcional e apelativa cujo objectivo é a apreensão imediata da explicação clarificadora.
Visando a ampliação do vocabulário dos seus utilizadores, está contemplado o capítulo «Vocabulário» que apresenta as principais palavras onomatopaicas, bem com as siglas e acrónimos, termos informáticos, topónimos e gentílicos mais comuns.
«Sempre Certo!» favorece, ainda, a consolidação da ortografia definida pelo Acordo Ortográfico de 1990 ao introduzir e contextualizar as inovações inerentes, nomeadamente, a introdução das letras k, w e y no alfabeto; as modificações no uso de maiúsculas e minúsculas no início das palavras; a supressão de consoantes mudas ou não articuladas; as alterações na acentuação gráfica; e as alterações à utilização do hífen.
Tem 168 páginas e está conforme o Dicionário Terminológico e o Novo Acordo Ortográfico. O selo é da Editora Educação Nacional. Custa 8,90€.

Coincidências ou talvez não...

ANÁLISE LITERÁRIA - Juvenil

«O Mistério do Quadro Desaparecido» é um livro temperado com aventura q.b. Personagens intrigantes, puzzles e códigos, pistas aparentemente desconexas, cartas enigmáticas, estranhos acontecimentos, misteriosas coincidências... ditam um enredo que se adivinha cativante para o público jovem.

Muito embora a tradução não mereça a melhor classificação e, por diversas vezes, comprometa o contexto correcto e o ritmo da leitura, no global, esta obra tem ingredientes capazes de prender a atenção do leitor. Uma maior dose de objectividade em detrimento de uma excessiva vertente fantasiosa, asseguraria, contudo, um maior envolvimento.

Calder Pillay e Petra Andalee são os "detectives" de serviço. Têm 12 anos e frequentam o 6º ano na Escola da Universidade de Chicago. Na sequência do roubo de um quadro de Vermeer, Calder e Petra envolvem-se num enredo perturbador. A narrativa vai deixando pistas essenciais para a resolução do mistério. Ao leitor "pede-se" atenção e perspicácia.

Refira-se, contudo, que não lhe assenta na perfeição o rótulo de "O Código da Vinci da literatura infanto-juvenil" – consideração tecida pela revista americana "Newsweek" e da qual a editora se serve para promover o livro. Ficção e “realidade” fundem-se com alguma perícia na busca de uma verdade: a resolução do misterioso desaparecimento. Porém, embora bem escrito, a coerência da fundamentação é, por vezes, frágil.

Escrito por Blue Balliett (nascida em Nova Iorque; formada em História da Arte pela Universidade de Brown) e com ilustrações de Brett Helquist (nascido em Gonado, Arizona; formado em Belas-Artes), este livro tem chancela da Editorial Presença e integra a colecção «Estrela do Mar». Tem 184 páginas. Está à venda por 8,08 euros.

Uma curiosa nota final para os potenciais leitores: no nome da autora, no nome da colecção e na palavra "desaparecido” há uma coincidência que pode ajudar a encontrar o padrão que desvenda o mistério... Boa leitura!

Essência, subtileza e vivacidade com… Elvis Presley

ANÁLISE LITERÁRIA


«Elvis», de Taï-Marc Le Thanh, é um álbum narrativo que recria, ficcionalmente, o percurso de Elvis Presley, particularmente a sua infância e juventude, dando conta da sua condição humilde, da relação com a família e com a região do Mississipi.
As ilustrações, com o traço singular e poético de Rébecca Dautremer, revelam o “Rei do Rock” num ambiente carregado de expressão e intensidade.

Os pais de Elvis eram muito pobres. Para celebrar o décimo aniversário do filho, o pai ofereceu-lhe uma guitarra. A primeira vez que tocou foi para consolar a mãe, que chorava. Compreendeu, então, o enorme poder da música. Numa noite em que actuava num bar, notou que uma jovem o escutava. O seu nome era Priscilla. Elvis teve vontade de escrever para ela a mais bela das canções de amor. Mas, acerca do amor ele nada sabia. Foi então que comprou um Cadillac rosa e partiu em busca de inspiração…

Um livro delicioso. Ao sabor do folhear, cada nova página motiva um profundo suspiro… como se o leitor se preparasse para absorver a sua essência, subtileza e vivacidade.

Taï-Marc Le Thanh é designer gráfico freelance desde 1995, nas áreas de imprensa, edição e multimédia. É também autor de literatura infantil e colabora regularmente com Rébecca Dautremer, com quem é casado. Vive em França.
Rébecca Dautremer formou-se em edição gráfica, função que conjuga com a ilustração. É uma das ilustradoras mais reconhecidas da actualidade. Destaque, também, para a sua recente incursão no mundo cinema de animação com o filme «Kerity – La Maison des Contes» (http://kerity-lefilm.com/site.php). O seu site oficial: http://www.rebeccadautremer.com/

«Elvis» tem chancela da Editora Educação Nacional. Trata-se de um livro de grande formato, com capa dura. Tem 42 páginas e está à venda por 20,09€.

Ubi Veritas

ALGUMA INSPIRAÇÃO

Postura de canino catando piedade
Canastra velha em telhado grisalho
Caracóis de Outono em espelho vincado
Xaile negro de exposto adeus
Mãos em concha amarelecida
Unhas pintadas de pó
Pó, tão breve

Salomé Castro in Ubi Veritas

Astrologia e numerologia para adolescentes

ANÁLISE LITERÁRIA - Juvenil

Se os traços de personalidade atribuídos a cada um dos doze signos podem ser identificados através de um guia astrológico, também os números podem ajudar a compreender melhor as capacidades de cada um. A teoria dos astros é defendida pelos autores Reina e Mike Reinstein. A argumentação a favor dos números cabe a Theresa Cheung.
Duas obras distintas que vão ao encontro dos anseios, dúvidas e expectativas típicas das adolescentes. As temáticas e respectivos sub-temas são apresentados de forma ligeira e com um grafismo apelativo e de fácil consulta.
«A Culpa não é Minha, é dos Astros!» (Editorial Presença), da colecção «Clube das Amigas», explica como cada pessoa, em função do seu signo, se comporta no amor, na amizade, na vida em família e até nas actividades escolares. Além disso, vinca a ideia de que o conhecimento dos signos de outras pessoas e correspondentes personalidades pode ajudar nos relacionamentos: Se souberes o signo daquele príncipe encantado que conheceste na semana passada, podes ficar a saber como ele é, quais os seus gostos e, ainda mais importante, o que ele mais aprecia numa rapariga!
«Fantástica Numerologia. Descobre o que os números revelam sobre ti!» (Editorial Estampa), da colecção «Fantástica», apresenta os números como códigos secretos capazes de revelar a verdadeira essência de cada um, as capacidades ocultas e até o futuro: A tua data de nascimento, o número da casa onde vives e mesmo o número do teu telemóvel – todos eles revelam histórias surpreendentes sobre ti! A numerologia pode dar-te a conhecer a tua verdadeira essência, as tuas capacidades ocultas e até o teu futuro, ajudando-te, ainda, a melhor compreender as pessoas que te rodeiam.
«A Culpa não é Minha, é dos Astros!» tem 188 páginas e está à venda por 7,07€. «Fantástica Numerologia. Descobre o que os números revelam sobre ti!” tem 128 páginas e custa 5,05€.

Alice Vieira e Mingote juntos por D. Quixote

ANÁLISE LITERÁRIA – Infantil


Em 2005, ano em que se comemoraram os 400 anos sobre a edição do romance de Miguel de Cervantes, as Publicações Dom Quixote editaram "O Meu Primeiro Dom Quixote", traduzido do castelhano por Alice Vieira e ilustrado pelo humorista espanhol Mingote.
Nesta obra (recomendada pelo PNL para o 2º ano de escolaridade), os mais jovens leitores são convidados a embarcar numa viagem ancorada no sonho.
O escanzelado cavaleiro andante e seu fiel e roliço escudeiro Sancho Pança rumam para aventuras mil, guiados pela ânsia de honrosos gestos e pelejas.
O nobre herói visionário, que protagoniza um dos romances mais cómico-trágicos de todos os tempos, faz parte do imaginário colectivo. "D. Quixote de La Mancha" é uma obra que atravessa o tempo, intocável. A essência da narrativa de Cervantes encerra a grandeza de poder ser absorvida por pequenos e graúdos, providenciando encantamentos mais simples ou mais complexos.
As aventuras do fidalgo D. Quixote foram editadas em Portugal, pela primeira vez, a 26 de Fevereiro de 1605. Desde então, este romance, que marcou gerações de autores e leitores, conheceu variadíssimas edições.
"O Meu Primeiro Dom Quixote" (13 euros) resgata os momentos-chave da obra e reconstrói, em passos largos, a história do louco e sonhador cavaleiro andante.
Poeta e dramaturgo, Cervantes (1547-1616) viveu, à semelhança da sua personagem, uma vida repleta de erros, reveses e aspirações por concretizar. Natural de Alcalá de Henares, Espanha, pensa-se que terá iniciado a escrita deste romance numa das vezes em que foi preso por questões financeiras. Em 1615 editou a segunda parte do romance.

Entre Pássaros e o Mar

PALAVRAS COM ALMA
Porque ao longe
se cala o mar
e o ar avermelha
as linhas indistintas do horizonte

Porque os meus olhos
em ti se demoram
serenos
e os céus nos fitam suspensos

Porque juntos
palpamos a espuma breve
nunca mais invocarei
a inclemência dos caminhos

Maria Albertina Mitelo in Entre Pássaros e o Mar, Edições Afrontamento

“A leitura é uma escada feita à tua medida”, argumenta José Jorge Letria

ANÁLISE LITERÁRIA - Infantil
José Jorge Letria é autor de quase uma centena de livros, muitos dos quais destinados a crianças. Também poeta, jornalista e letrista, tem visto os seus trabalhos serem premiados em Portugal e no estrangeiro.
"Versos para os Pais lerem aos Filhos em Noites de Luar" e "Porta-te Bem!" são dois dos títulos que autor publicou pela Ambar.
O primeiro carrega consigo a cor de uma noite de luar. Um livro envolto pela escuridão, mas onde, em cada página, a luz da lua cede lugar ao brilho das palavras. São versos recheados de ternura e imaginação e polvilhados de sonho e afecto. Cruzam a lembrança do passado com o sabor do futuro. Fazem a ponte entre pais e filhos, entre avós e netos.
"A leitura é uma escada feita à tua medida; cada palavra sonhada, cada palavra aprendida será parente chegada da secreta melodia que na boca de quem lê tem nome de Poesia", argumenta José Jorge Letria nas derradeiras palavras do livro.
A par da poesia do autor está a ilustração de André Letria. São desenhos que recriam o universo retratado em cada novo poema; objectos em grande plano, mas que parecem pairar sobre a noite – talvez apenas tenuemente iluminados pela luz da lua e das estrelas.
"Versos para os Pais lerem aos Filhos em Noite de Luar" integra a colecção Sonhos a Cores e está à venda por 13 euros.

NADA DE ASNEIRAS!
"Porta-te Bem!" é um livro bem diferente. Mais enérgico e directo, este título é inquestionavelmente pedagógico (além de muito divertido e ritmado). Em forma de poesia, José Jorge Letria ensina às crianças os comportamentos mais adequados para "não voltar a fazer asneiras".
"Mãozinhas bem lavadas", "Cuida bem dos dentes", "Bons modos à mesa", "Saber dar o lugar", "Bom dia, por favor, perdão", "Mentir é muito feio", "Evita roer as unhas", "Leva o cão a passear", são alguns dos conselhos desenvolvidos no livro.
"Há coisas que nos distinguem do reino dos animais e uma boa educação nunca há-de estar a mais", sustenta o autor.
Joana Quental assina a ilustração da obra. São desenhos bem próximos do mundo de cor e traços incertos que preenche as manifestações das crianças. Rasgos de cor, manchas soltas de tinta, riscos e rabiscos, conferem uma intensa vitalidade ao livro.
"Porta-te Bem!" faz parte da colecção Biblioteca José Jorge Letria e está à venda por 11 euros.

Talento e mestria de Urbano Tavares Rodrigues

ANÁLISE LITERÁRIA
Urbano Tavares Rodrigues, professor e escritor, tem garantido uma produção literária notável. A sua extensa obra, que abarca vários géneros, já foi contemplada com distintos prémios e está traduzida em diversas línguas. É um dos escritores vivos mais relevantes da literatura portuguesa.
A obra "A Flor da Utopia" foi editada em 2003 - ano em que o autor comemorou 80 primaveras. Com chancela das Edições ASA, o livro revela - sem surpresas - o talento e a mestria de um grande escritor.
Descrições que são o registo de uma imaginação plena de audácia dão corpo a esta obra. Na verdade, trata-se de um álbum onde as palavras de Urbano Tavares Rodrigues casam com quinze ilustrações de Rogério Ribeiro. A direcção gráfica é de Armando Alves.
O escritor evoca numa prosa admirável, tantas vezes poética, três momentos revolucionários da História de França, de certo modo fundadores de todas as grandes transformações a que assistiu o Século XX e que se prolongam nos nossos dias: 1848, a Comuna, Maio de 1968. "A Queda das Estátuas", "A Hera Chorando Sangue" e "A Flor da Utopia" intitulam esses três momentos.
Propositadamente para esta obra, Urbano Tavares Rodrigues escreveu um texto autobiográfico, “A Estrada Que Ficou Para Trás” - um testemunho de vida. Palavras na primeira pessoa para revelar um percurso exímio. Impossível ignorar uma frase tão rica: "Uma vida, como um rio, faz-se também de outras vidas, que com ela confluem e lhe trazem alimento, alegria, luz, consciência da realidade" – diz o autor.
Integrando a colecção “O Prazer de Ler, O Prazer de Olhar”, esta obra está à venda por 15 euros.

Ubi Veritas

ALGUMA INSPIRAÇÃO
Quadrados de luz opaca
adivinham cabelos grisalhos
mãos que emprestam cadências
ao mutante discurso cénico
que os olhos irados contemplam

O tom rosa desnudo
de uma récita de odiosa esperança
pulsa no pequeno ficcionista
que expõe a ferrugem da alma
sem piedade ou absolvição

Num palco de grande incandescência
a história incolor de um falso herói
desdenhosamente acena à plateia
e as certezas esboroam-se
por respeito ao pretérito imperfeito

Da encenada vida real


Salomé Castro in Ubi Veritas

Textos interdisciplinares para criança ler e aprender!

ANÁLISE – Infantil/Didáctico
A colecção “Aprendizes à Descoberta”, editada pela Editora Educação Nacional, reúne um conjunto de apelativos textos de literatura infantil que, sabiamente, introduzem os conteúdos programáticos para as áreas de Língua Portuguesa, Matemática, Estudo do Meio e Educação para a Cidadania, do 1º Ciclo do Ensino Básico. Paralelamente aos textos interdisciplinares, cada livro reúne um leque de diversificadas propostas de trabalho, que potenciam o raciocínio, a criatividade e o envolvimento da criança.
Para além dos quatro livros, do 1º ao 4º ano de escolaridade, esta inovadora colecção inclui, para cada ano, o Guia do Professor, que disponibiliza propostas de trabalho em grupo, bem como material de apoio, assumindo-se como uma ferramenta multi e interdisciplinar de apoio à prática pedagógica.
Integralmente produzidos pela agência editorial BookProof, cada um dos livros tem 128 páginas e está à venda por 8,90 euros.

Os dias do Amor - um poema para cada dia do ano

LITERATURA - Lançamento
365 vozes que se erguem em 365 poemas de amor em todas as formas, em várias nacionalidades, um para cada dia do ano. Desde Shakespeare, Hölderlin, Edgar Allan Poe, entre outros, a poetas portugueses contemporâneos como Ramos Rosa, Vasco Graça-Moura, Sérgio Godinho, Alice Vieira, entre muitos outros, unidos para celebrar o Amor.
Com recolha, selecção e organização de Inês Ramos e prefácio de Henrique Manuel Bento Fialho, o livro (436 páginas) está à venda por 14,90 euros.

Um site onde a fotografia é fonte de paixão!

SUGESTÃO AVENTURADA
Mergulhe na beleza e sensibilidade de http://www.adrifil.net/ – um site onde a fotografia é fonte de paixão!
Na galeria de fotografias, os temas são diversos: animais, monumentos, paisagens… São instantes, situações e locais que os seus autores vão registando e partilhando.
Lugar, ainda, para uma secção de “escritos”: textos sobre técnicas simples de fotografia que ajudam a melhorar o resultado final de uma foto.
E, por fim, um blog onde a dupla “adrifil” destaca as suas fotos mais recentes, disponibiliza notícias do mundo da fotografia, informações acerca de concursos, apresentação de novos equipamentos e, ainda, links para outros sites igualmente interessantes.
Livraria Lello & Irmão
“O actual edifício foi inaugurado em 1906 mas o início da história desta livraria do Porto (Portugal), de estilo neogótico, remonta a 1869.
Em 2008 a Livraria Lello & Irmão foi considerada pelo jornal inglês ‘The Guardian’ a terceira mais bela do mundo.”

Contos tradicionais para os mais jovens leitores

ANÁLISE LITERÁRIA - Infantil

"Os Macacos" e "O Cego e o Mealheiro" integram a colecção Contos do Arco da Velha, editada pela Ambar. São histórias tradicionais portuguesas recontadas em versos simples, altamente sintéticos e apelativos. Maria Teresa dos Santos Silva, professora e tradutora de vários livros infantis, assina os textos. Ao ritmo das palavras junta-se a energia das ilustrações, providenciadas por José Miguel Ribeiro - autor do premiado filme de animação "A Suspeita". Cada exemplar custa 7,35 euros.
Filosofia idêntica se aplica à colecção "Novos Ilustradores", onde contos tradicionais portugueses surgem recontados pelo jornalista e escritor José Viale Moutinho. Textos simples que asseguram uma fácil memorização das narrativas, juntam-se ao talento criativo de diferentes ilustradores. "A Sopa de Pedra" tem ilustrações de Inês de Oliveira e "O Moço de Cego" revela o traço de Nuno Fisteus. Editados pela Campo das Letras, estes dois exemplares estão à venda por 5,29 euros.

Segredo

PALAVRAS COM ALMA

Esta noite morri muitas vezes, à espera
de um sonho que viesse de repente
e às escuras dançasse com a minha alma
enquanto fosses tu a conduzir
o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo,
toda a espiral das horas que se erguessem
no poço dos sentidos. Quem és tu,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento,
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro? O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome - essa última fala da última
estrela quase a morrer
pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
e o meu sangue à procura do teu coração.

Fernando Pinto do Amaral in Poesia Reunida 1990-2000 (Dom Quixote)

Como investir o dinheiro em tempos de crise?

SUGESTÃO AVENTURADA

A editora Esfera dos Livros vai promover, no próximo dia 12 de Fevereiro (quinta-feira), a conferência “Como investir o dinheiro em tempos de crise”.
O orador principal é Aitor Zárate, autor dos livros “O que os ricos sabem e não contam” e “Mexe o teu dinheiro e enriquece em tempos de crise” (à venda a partir do próximo dia 5 de Fevereiro). Conhecido especialista em fiscalidade e formador da reputada ESIC - Escuela Superior de Ingenieros Comerciales, em Madrid, Zárate irá deixar alguns conselhos práticos sobre como investir o dinheiro em alturas difíceis.
A conferência terá lugar na sala de reuniões do Hotel Fénix (Praça Marques de Pombal - Lisboa). A entrada é livre (os interessados devem confirmar a sua presença enviando um e-mail para
apoio@esferadoslivros.pt/).

Sete pequenas histórias com assinatura de António Torrado

ANÁLISE LITERÁRIA - Infantil


"A Nuvem e o Caracol" é uma proposta da colecção Biblioteca António Torrado. Um livro para partir à descoberta de personagens várias; um livro para saborear. São sete pequenas histórias. Sete convites distintos. Sete refúgios de magia.
António Torrado não desperdiça palavras; os seus textos resultam de fácil digestão… Imagine-se uma refeição ligeira que nos satisfaz a gula!
O imaginário infantil mostra-se límpido, sem sinal de atrofia. São textos para leitores de tenra idade, mas com um conteúdo que refuta expressões demasiado redundantes ou temáticas estupidificantes. Não encerra segredos nem excelência, mas, inquestionavelmente, destila simplicidade.
A ASA publicou a primeira edição de "A Nuvem e o Caracol" em 1979. Trinta anos depois, este título sobrevive sem desgaste.
Para além da história que dá nome ao livro, os restantes portos de abrigo são: "A corneta faladora", "Os homens não entendem a fala dos cães", "Aqui há palhaços", "A ciganinha e o jerico", "O segredo dos búzios" e "Os ursinhos cor de canela". Objectos, animais, pessoas, assumem o papel de protagonistas em relatos onde a imaginação corre sem freio.
Todas as histórias são ilustradas por Maria João Sá. Desenhos coloridos e de traço firme, que deixam transparecer uma desejável doçura.
Com 62 páginas e num formato A5, o livro está à venda por 8,50 euros.

O AUTORAntónio Torrado nasceu em Lisboa (1939), mas tem raízes familiares na Beira Baixa. Poeta, ficcionista, dramaturgo, autor de obras de pedagogia e de investigação pediográfica, é por excelência um contador de histórias, estando muitos dos seus livros e contos traduzidos em várias línguas. A sua bibliografia regista mais de 120 títulos, onde sobressai a produção literária para crianças, contemplada com várias distinções.
Foi jornalista, editor, professor, produtor principal e chefe do Departamento de Programas Infantis da RTP. Actualmente, é Coordenador do Curso Anual de Expressão Poética e Narrativa no Centro de Arte Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian. É o professor responsável pela disciplina de Escrita Dramatúrgica na Escola Superior de Teatro e Cinema. É dramaturgo residente na companhia de teatro Comuna em Lisboa.
Segundo o crítico e investigador José António Gomes: Torrado impôs-se como uma das figuras de maior relevo da nossa literatura do pós-25 de Abril e dificilmente se encontrará hoje um autor que, de forma tão equilibrada, saiba dosear em livro o humor, a crítica e os sinais de um profundo conhecimento do imaginário infantil.