ANÁLISE LITERÁRIA – Romance Juvenil
Os livros de António Mota destinados ao público juvenil carregam um profundo conhecimento de comportamentos, independentemente das idades ou dos contextos temporais. Os seus textos (que evidenciam trabalho de pesquisa) fluem num compasso ritmado, atraente e profícuo.
Entretenimento e aprendizagem surgem a par, enquanto resultado de uma escrita nada rebuscada mas escorreita e consistente, capaz de captar a atenção e assegurar o interesse do leitor.
"Pardinhas" é um dos vários títulos da colecção "Livros de António Mota". A viagem até Pardinhas, terra onde havia nascido o avô desta história, serve para desenrolar lembranças carregadas de emoção. Os netos, que dele tinham uma imagem não muito simpática, tornam-se ouvintes atentos das muitas vivências de tempos de outrora.
Os pormenores que o autor coloca na voz do avô estão ancorados na realidade – situações inscritas no passado, mas descritas com uma precisão que parece colocar o leitor nas cenas relatadas.
“Pardinhas” integra o Plano Nacional de Leitura (PNL) – livro recomendado no programa de português do 8º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula.
"Fora de Serviço" é outro título da colecção "Livros de António Mota". Conta a história de uma mulher cansada de ser trabalhadora, esposa, mãe e dona de casa, sem colaboração doméstica dos filhos e do marido. Confrontados com a decisão daquela mulher de investir mais em si e no seu sonho profissional, filhos e pai acabam por perceber o que custa cuidar de um lar e, desta forma, firmam um compromisso que assenta na divisão de tarefas. Também aqui há a clara intenção de despertar uma consciência de contornos reais mas muitas vezes alheios ao entendimento - quer por ignorância de factos, quer por falta de empenho pessoal.
Este livro integra também o PNL - livro recomendado para o 5º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma e/ou a leitura com apoio do professor ou dos pais.
Os títulos aqui em destaque têm chancela da Gailivro e estão à venda por 9,90 euros/cada.
O AUTORAntónio Mota nasceu em Vilarelho (Baião) em 1957. É professor do Ensino Básico desde 1975. Em 1979 publicou o primeiro livro: "A Aldeia das Flores". Em 1983, com a obra "O Rapaz de Louredo", ganhou um prémio da Associação Portuguesa de Escritores. Em 1990, com o romance "Pedro Alecrim" recebeu o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças. Em 1996, com a obra "A Casa das Bengalas", ganhou o Prémio António Botto. Em 2004 recebeu, pela segunda vez, o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, na modalidade livro ilustrado, com "Se eu fosse muito magrinho".
Os seus livros estão antologiados em volumes de ensino do Português e tem obras traduzidas em Espanha e Alemanha. Tem trinta obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura.
Os livros de António Mota destinados ao público juvenil carregam um profundo conhecimento de comportamentos, independentemente das idades ou dos contextos temporais. Os seus textos (que evidenciam trabalho de pesquisa) fluem num compasso ritmado, atraente e profícuo.Entretenimento e aprendizagem surgem a par, enquanto resultado de uma escrita nada rebuscada mas escorreita e consistente, capaz de captar a atenção e assegurar o interesse do leitor.
"Pardinhas" é um dos vários títulos da colecção "Livros de António Mota". A viagem até Pardinhas, terra onde havia nascido o avô desta história, serve para desenrolar lembranças carregadas de emoção. Os netos, que dele tinham uma imagem não muito simpática, tornam-se ouvintes atentos das muitas vivências de tempos de outrora.
Os pormenores que o autor coloca na voz do avô estão ancorados na realidade – situações inscritas no passado, mas descritas com uma precisão que parece colocar o leitor nas cenas relatadas.
“Pardinhas” integra o Plano Nacional de Leitura (PNL) – livro recomendado no programa de português do 8º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula.
"Fora de Serviço" é outro título da colecção "Livros de António Mota". Conta a história de uma mulher cansada de ser trabalhadora, esposa, mãe e dona de casa, sem colaboração doméstica dos filhos e do marido. Confrontados com a decisão daquela mulher de investir mais em si e no seu sonho profissional, filhos e pai acabam por perceber o que custa cuidar de um lar e, desta forma, firmam um compromisso que assenta na divisão de tarefas. Também aqui há a clara intenção de despertar uma consciência de contornos reais mas muitas vezes alheios ao entendimento - quer por ignorância de factos, quer por falta de empenho pessoal.
Este livro integra também o PNL - livro recomendado para o 5º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma e/ou a leitura com apoio do professor ou dos pais.
Os títulos aqui em destaque têm chancela da Gailivro e estão à venda por 9,90 euros/cada.
O AUTORAntónio Mota nasceu em Vilarelho (Baião) em 1957. É professor do Ensino Básico desde 1975. Em 1979 publicou o primeiro livro: "A Aldeia das Flores". Em 1983, com a obra "O Rapaz de Louredo", ganhou um prémio da Associação Portuguesa de Escritores. Em 1990, com o romance "Pedro Alecrim" recebeu o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças. Em 1996, com a obra "A Casa das Bengalas", ganhou o Prémio António Botto. Em 2004 recebeu, pela segunda vez, o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, na modalidade livro ilustrado, com "Se eu fosse muito magrinho".























Lírios abertos em arco-íris risonhos





O vento sopra voraz. Os gigantes movem-se cadenciados. Sensação submersa em mar de angústias. Medo? Portentosos moinhos rodam suas pás. Adversários do cavaleiro andante. Ufanista, obstinado e louco. Loucura sã... heroísmo e candura. Estranho, solitário e vencido. Culpados, os gigantes do sistema. Patriotismo desmedido, perda da razão. Visionário que luta, que se ergue como um vulto na berma da estrada... quieto, sentado, incerto. Todos o conhecem. Todos o têm. Todos o sentem. Poucos o consentem. Puro medo: eu? Cavaleiro que luta contra moinhos de vento. Obstinado que persegue a vontade partilhada. A seu lado o fiel escudeiro, a realidade. O bom senso teima em não vir à tona. Gigantes modernos ditam uma mesma verdade. Novos tempos, novos rumos, idênticos sonhos. Visão utópica em busca de intenção real. Não à resignação. Sim à filosofia. Perigoso quando manipulado por mãos férreas. Dócil quando domado por mãos francas. Patriotismo desmedido e fé... muita fé. Resgatar sua perdida Dulcineia. Resgatar o amor, a vontade. Resgatar a essência, a verdade. Nos campos de batalhas, penetrar as páginas críticas com humor quase mordaz. Nobre herói visionário. Não, não perdeste a razão. Peregrino do ideal, empenhaste-te em mil pelejas. Não manchaste tua alma nobre e pura, enquanto a turba ultriz te apupava senil. Só tu... sonhador.